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OS DONOS DO MUNDO

Os inventores dos campos de concentração, para confinar e exterminar pessoas, têm mesmo, uma história conturbada. Desde os assassinatos dos presidentes Abraham Lincoln e John Kennedy, do senador Robert Kennedy, virtual presidente, do pastor Martin Luther King - defensor dos negros, dos famigerados justiceiros da Klus Klus Klan, das famosas quadrilhas do far west - barbarizando pequenas e indefesas comunidades; do extermínio dos índios e das florestas; da guerra civil, com centenas de milhares de execuções entre irmãos; das bombas atômicas que mataram seis milhões de seres humanos em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, no final da segunda guerra mundial; da pena de morte - pela forca, cadeira elétrica e câmaras de gás; da invasão e genocídio no Camboja, da famosa guerra do Vietnã, com saldo de milhões de mortes; do suspeito suicídio de Salvador Allende, no Chile; do assassinato de Letelier, em New York; das invasões no Iraque de Saddan Russen, para defender o mundo das armas químicas do celerado, cujos armamentos jamais foram encontrados; dos ataques noturnos à Líbia, de Omar Kadafi, com grande saldo de crianças, homens e mulheres mortos; do seqüestro de Daniel Noriega, no Panamá dos anos 1980 - acusado de tráfico de drogas, condenado e ainda cumprindo pena em Miami; do seqüestro e deposição de Jean Bernard Aristide, do Haity, em março de 2004; das intervenções armadas no Afeganistão e no Paquistão, idem no leste europeu; dos constantes atentados e intervenções violentos por todo o planeta.

Estes senhores, sim, são os maiores terroristas do mundo...

Os Estados Unidos da América, a Roma do século XXI, amargam a decadência, própria aos déspotas registrados pela história. Julgam-se deuses humanistas. Vão ao templo, oram a seu deus e, em seu nome, despejam a "santa" ira contra povos indefesos, dizendo-se abençoados. O Papa João Paulo II protestou contra tal heresia; um protesto pálido, da cor da face do polonês Carol Voitila; indignação que soou como uma súplica!

E os países ricos assistem a tudo, sem reagir. 

Para fazerem a segunda guerra, os tais deuses desmoralizaram a antiga Liga das Nações; agora foi a vez da ONU, de Cofi Annan. Eles estão em toda parte, matando, contrabandeando, pressionando os governos através do FMI e intervindo nos países, ora travestidos de defensores da Lei e dos Direitos Humanos, ora camuflados pela CIA a cometer crimes contra a soberania dos mais fracos, por esse mundo afora.

Não assinaram o tratado de Kioto, que visa diminuir a poluição e preservar a natureza; vão criar a ALCA para encurralar os incautos do sul, na armadilha das negociatas e da corrupção.

Lembro-me quando da queda da União Soviética, muita comemoração e eu comentava com amigos: foi-se o equilíbrio de forças nocivas no mundo e, de agora por diante, os povos terão que ler na cartilha americana ou serão exterminados. Uma profecia? Claro que não, apenas a experiência de anos de violência e poder, a cada dia mais evidentes e mais esperados.
Ricardo De Benedictis
Enviado por Ricardo De Benedictis em 20/06/2005
Reeditado em 11/09/2005
Código do texto: T26204

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Sobre o autor
Ricardo De Benedictis
Vitória da Conquista - Bahia - Brasil, 77 anos
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