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Sobre o autor
ALBERTO ARAÚJO
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
3133 textos (158292 leituras)
33 áudios (3195 audições)
35 e-livros (6651 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/09/17 04:42)
ALBERTO ARAÚJO

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Perfil
ALBERTO ARAÚJO – Nasceu na cidade de Luzilândia-PI. Casado com a psicóloga Shirley S. Lopes. Atualmente reside em Niterói-RJ - poeta, escritor, contabilista, professor licenciado em letras/português pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI - desde cedo que escreve poesias, contos, etc. tem um vasto conhecimento na poesia lírica, termo que mais o identifica. Já é muito conhecido pelo o Brasil, e parte do mundo. Publicou; “Caminhos percorridos Eu e a Poesia- poemas”- Editora Secco/Florianópolis-SC. “Identidade do Sol – Poemas e Pensamentos de Amor – Editora All Print – São Paulo-SP. Participou da I e II Antologia dos poetas contemporâneos do Brasil, pela editora In house, I Antologia foi lançado na Bienal 2010-São Paulo-SP. A II foi lançada na Bienal do Rio 2011. Sua poesia tem também característica social e contemporânea. Assina vários sites e blogs. Em seu site oficial conta-se com mais de 120 mil leituras. As maiorias dos seus trabalhos estão sempre sendo divulgado na Internet, para se ter acesso às sua poesia basta acessar os sites/blogs.

Site :www.albertaraújo.recantodasletras.com.br
Site: www.luso-poemas.net/
Blog: http://albertaraujo.multiply.com/
Blog: http://albertaraujo.blogspot.com/
Blog: http://sitedepoesias.com.br
Blog: http://portalluzilandia.com.br
Blog: http://omelhordaweb.com.br

Email: alberto_bacana@hotmail.com
a.alberto.sousa@bol.com.br





QUEM É ALBERT ARAÚJO



Meu nome: é esta verdade
Que está em mim nua e crua
Completamente,
Tenho como objetivo
Resistir a incêndios e tempestades
Minha pátria;
É esta terra Brasilis
(onde a vida abre os lábios
Como um botão de rosa)
Minha mãe; é a alegria
De escrever, escrever poesias...
Meu pai, meus amigos;
São os olhos que me dizem
Onde está o giz...
Minha vida é a arte poética!...
(algo que me diz,
Como e porque sou feliz)
Sou uma pessoa que ver
A solidão das pedras do
Alto de um arranha-céu
Moro no morro
(onde posso ver a multidão
Que avança... Que vai trabalhar)
Minha tristeza é ver as coisas
Indiferentes
Sem sonhos, sem labaredas.
E se por acaso;
Um dia eu morrer
Antes de o sol nascer
Morrerei infeliz...







ENTREVISTA COM O POETA ALBERT ARAUJO
LUZILÂNDIA-PI



ENTREVISTA REALIZADA EM 10-O3-08
PELO ALUNO JORGE DA UNIDADE ESCOLAR
PADRE JONAS PINTO.




NOME COMPLETO:
Antônio Alberto Araújo de Sousa

PSEUDÔNIMO:
Albert Araújo


FILIAÇÃO:
Mãe: Maria Vicênca de Araújo

NATURALIDADE:
Luzilândia – PI

ESCOLARIDADE:
Superior completo

ESTADO CIVIL:
casado

PROFISSÃO:
Professor, escritor, poeta, contabilista



Aluno: - A partir de que Idade e como você descobriu o dom de escrever poesias?

Albert - dos 18 anos
Eu comecei a escrever poesias, pensamentos, mas ficava apenas no meu caderno escolar, mostrava para amigos íntimos e somente. Então com
Meus 35 anos que comecei divulgá-las mais, acredito mesmo que comecei a perceber que gostava de escrever poesias com meus 18anos.

Aluno:- Qual o número de poesias já escritas?
Albert: umas 2.400 publicadas no meu site e no meu Blog, mas eu tenho mais de 100 inéditas.


Aluno: - Em que momento você costuma escrever suas poesias?
Albert: - Acredito que seja nos meus momentos melancólicos, acho melhor, a inspiração parece que vem com mais intensidade.
Recuo-me, coloco um CD de musica clássica no aparelho de som e pronto...

Aluno: que características suas poesias apresentam?
Albert: Líricas, Surreais, e também Sociais, essas são as características que apresento em minhas poesias, mas as que eu gosto mais de escrever são as líricas, acho-me um poeta Lírico.


Aluno: o que você faz com suas poesias após escrevê-las?
Albert: A maioria eu as coloco no meu Site e no meu Blog do Recanto das Letras. E também na coluna do Portal Luzilândia.com, que sou colaborador.

Aluno: Você já publicou Livro de poesias?
Albert: Não, mas pretendo publicar ainda este ano, afinal tenho muito material já pronto, estou com contato com duas gráficas, a que melhor me enviar proposta o publicarei, é claro.


Aluno: A sociedade tem conhecimento do seu trabalho poético?
Albert: Sim, creio que uma boa parte tem conhecimento, sim, pois estou sempre divulgando no meu site, e também meus amigos comentam com outros e assim por diante.

Aluno: Faça suas considerações finais.
Albert: Gostaria muito de agradecer a você e sua escola, por este trabalho magnífico que estão realizando, em prestigiar os artistas da terra, é um muito gratificante para nós, aqui tem muito artista bons.
Falta apenas o reconhecimento e apoio é claro.




DOCE BELEZA


“Piauí, terra querida
Filha do sol do equador”
(Da Costa e Silva)



Do meu Piauí sorridente
Das águas do rio Parnaíba
Que correm em minhas veias
Tornando-me um touro regente

Chapadas que sangram sol
Os pingos da chuva
Que abençoados por Deus
Recriam riachos (córregos)
Que se fazem brotar do ventre
A fauna imanente

Túneis verdes
Que escutam o pulsar
Do santuário ecológico
Oxigenando, rio abaixo
Rio arriba
A alma da gente

Um livro de poesias
Uma semente...

ALBERT ARAÚJO
07-10-08




LUZILÂNDIA




No Chão da terra em que nasci
Vejo o sorriso largo dos carnaubais
A felicidade plena por seus filhos.

Protetora dos olhos delicados e santificados
Que nos guiam das obscuridades da vida
O violar gotejante dos poetas
Transformando o tédio em melodias

O canto confidencial dos amantes
No patamar da Matriz
A grande fartura brotando das águas rio Parnaíba
Alimentando todos os seres
Revigorando a terra

Tudo existe na mais intima conexão
Os pássaros, as crianças,
As águas do Velho Monge

Terra majestosa que sempre
Deu-nos a mão e o abrigo
Sol forte e brilhante dos trópicos
Ilumina nossos dias e nossa vida

Nos ombros carregas
Um orgulho fulgurante
Dos filhos já crescidos
E que por outras terras flanam
Com esmero e cadência

Braços sempre abertos
Acolhendo os viandantes que por aqui vêm
Bebendo tuas águas
E tal qual mãe estendes em abraços
Um incessante amor

À Luzilândia, Cidade feliz, onde também sou feliz, minha terra natal pelos seus 118 anos.

ALBERT ARAUJO
10-03-08




RIO PARNAIBA PEDE AJUDA...
(Velho monge)

Nasço distante
Entre rochedos e matagais
Tenho pressa, tenho que correr...
Preciso dar de comer a quem tem fome
Preciso dar de beber a quem tem sede
Sei a hora de chegar
Sou moço bom, em mim tu podes navegar
Tenho nome
Identidade
Tenho até apelido, na intimidade
Tantas e tantas vezes eu choro
Quando em mim tu te afogas
Pois quisera nesse momento
Ter cabelo de Sansão
Para te segurar
De mim terás comida
Água boa
Podem até se banhar
Não podes dormir em meu peito
Pois é muito profundo o meu leito
No entanto, sou tão indefeso
Os covardes
Depositam em mim suas imundícies
Dejetos, Todo tipo de lixo
Por isso estou eu doente
Tenho uma dor no peito
Quero ainda ver o teu filho crescer
O teu neto nascer
E compartilharem comigo um sorriso
Um abraço forte e sincero
Por favor me ajudem a viver!
Não quero morrer!...

ALBERT ARAUJO
22-07-07
"em homenagem ao Rio Parnaíba (velho monge), rio que banha toda nossa região, ao nordeste do Brasil-Piaui).









COMENTÁRIOS PRIMOROSOS DOS MEUS COMPANHEIROS DO RL




Caro Poeta....desisto de procurar palavras para demonstrar meu encanto pela tua poesia (POESIA)! Portanto apenas te abraço e parabenizo por esse dom...por essa sabedoria e sensibilidade poética... Recolha em seu coração meus aplausos!!!
Gaivota Dourada



Poeta! o Encanto da tua poesia, encanta-me. Com as mais simples palavras, tu formas Um turbilhão de emoção. Em qualquer coração. É grande demais o que existe em ti. no seu interior percebe-se que vindo não sei de onde, mas acho que sei, é da alma. só pode ser. Uma explosão de sentimentos. que nunca se esvazia. ao contrário mina, e mina cada vez mais. Conte sempre comigo.

Lícia Cruis



Bom demais ler cântigos ao amor, por almas que exalam poesias. Parabéns, poeta. Beijos.

Rosi Finco


Caro Albert, parabéns pelos seus poemas! Cheguei aqui pelo sistema de troca de visitas do \"Melhor da Web\" e quero confirmar que você é mesmo um escritor que merece esse título - poesia com sentimento e qualidade, como a gente gosta de ler. Um abraço!
William Mendonça

Bom dia poeta! Belo texto hermeticamente expressa um desejo lindo de viver um momento bucólico, romance! Linda forma de expressão do sentimento sublime que se instalou na alma do poeta no momento de inspiração! Flores que viram pessoas? Eu diria que cada pessoa que guardamos no jardim do nosso coração, vira sim flores que, de certa forma, enfeitam as nossas vidas, como você poeta, com seus lindos texto despertando nos nossos corações sentimentos que impulsionam o nosso querer a desejar o melhor dessa vida! Beijo grande nesse coração de poeta ,

Tuela Lima



Albert, Seu estilo é espetacular, se fosse matemática, seria uma derivada, na geometria, seria os pontos que definem retas, curvas e planos, e no poema, um mirante que nos permite não apenas ver, mas criar um mundo pessoal... Parabéns! E que Deus nos abençoe...Sempre...

Jacó Filho


Seu estilo muito me agrada. É sempre bom ler você. ***Beijos,***

Rosemeri Tunala


Letras, palavras, sentimentos... Essências extraídas por mãos sábias, em alquimia secreta, merecida só por privilegiados... Você, Albert, é privilegiado...
Tera Sá



FALA POETA PIAUIENSE! TUA POESIA É NOBRE...É LINDA! ABRAÇÃO. Arão Filho em 31/08/2008 22:42

Poeta que vagueia em sonhos, Poeta que transmite mensagens de paz, poeta de sensibilidade profunda, poeta que transcende o real com inteligência ímpar. Tudo isto é você, Albert. Meus parabéns!
Vilma Tavares


Gosto desse esgarçar, duelar e recompor dos fios das memórias nesta tábula de seus versos, gosto do desprumo/prumo de sua poesia. Um grande abraç.

LILIAN REINHARDT



ALGUMAS POESIAS PARA UM SUAVE DELEITE:





PASSAGEIRO NO TEMPO





Sou um passageiro no tempo
Penso quais as borboletas
Que sonha em liberdade
Todos os dias de tardes gris

Sempre a solidão me chega
Silenciosamente nas noites frias

Mas não tenho medo de trevas

Gargalho com as gravuras expostas
Em meu quarto de dormir
Elas sempre me ajudam a entender
A minha insensatez

Do que mais gosto em mim
É o meu jeito de driblar a dor
Afinal
Carrego na boca uma sinfonia de pardais
No peito um amor crepuscular
Nos pulsos uma chama em carne viva
No bolso um punhado de moedas
E no pescoço um talismã



FACE A FACE


Face que não
Conheço
Nem pelo avesso
Nem pelo endereço

Pele morta
Marcas de caligrafia
Na pedra
E calvície

Paralizura
Moldura enrugada

É tempo de vestir a face
Com brilho da luz (por dentro)
O lado de fora
Foi a nocaute


NUDEZ



Abro o livro
As páginas estão
Penduradas na parede
Diante do espelho
Os dias se despem
Minha mão precisa
De uma caneta
Para escrever o que é óbvio
O que é necessário
Na avenida há uma placa
De sinalização
E está quebrada
A juventude é transviada
No sinal vermelho
E a nudez das horas
Está dentro do armário


NOTURNO


Amargo sem fim, uma
Rua mergulhada
No mergulho da chuva

A chuva cai
Atravessa a vida
Atravessa a calçada
E vai andando

Cai diante de mim
Uma noite vermelha
E os olhos da alma
Molha-se na chuva

A lua nova vai pela
Beira do céu
A lua cheia aparecerá
Logo após a noite
De domingo


ESPAÇOS


Sinto-me
Um pássaro sem asa
Quando abro o armário
E não encontro o espaço
(do sorriso sorridente)

Vou pelas ruas
No dia seguinte
E minhas roupas
Estão nuas

Não tenho documentos
E diante da porta do armário
Eu não encontro o espaço
(do amor verdadeiro)
Da gravidade
Da verdade compartilhada
Do véu da juventude



MEU NINHO, MEU BARRO


De onde venho
Tem um sol, nascente
De poesia
Têm-se amor pelas
As flores
Carinho, aperto de mão
Encantos mil,
Um espelho para
A juventude

Sobre a égide de Deus
O inverno paira
No roseiral
Sangue nu
Um amor
Incomensurável
Dos ancestrais
E dentro de mim
Caminha um fogo
Que alimenta
O meu ninho
O meu barro



REVERBERAÇÃO



Quero esse teu
Grito no ouvido
Na direção
Do meu coração
O teu amor
Infinito

Quero esse teu
Riso de domingo
As tuas perfeitas mãos
Abraçando-me

Quero essa tua luz
Com grande intensidade
A seguir-me
Do tarso
Ao metacarpo
E tua face esculpida
Na areia




PÁGINA


Página
Em branco, preto
Desejo, palavras vazia
Máscaras
Nome, sobrenome
Cópia autentica da
Obra inacabada
Tudo igual, igual
Nas páginas do livro




DISFARCE


Rio, rio do rio
Olho da poesia
Do furacão
Olho da pronuncia
Tudo conjuntura
Tudo gostosura
Respiro o ar do mar
O ar de te amar
Pórtico da catedral
Perdido de si, de mim
E do asfalto
Esse disfarce que cresce
De janeiro a dezembro




MISTÉRIOS



Correr, correr
Por estradas vorazes
E enganosas
Não temer ao fogo
Arquiinimigo

O dia vai nascer
(depois do anoitecer)
A guerra é guerra
É pura bobagem

Há mistérios logo ali
No triângulo das Bermudas
No coração da mulher




ACONCHEGO



Numa noite marinha
No rosto do chão orvalhado
Perdi o meu manuscrito
(palavras indecifráveis)

Recolhi na liturgia da
Escuridão
O meu sudário

Viajei, viajei...
E nessa viagem
Somente o eco do silêncio
Habitou nas colinas de minha alma

E na prenhez da
Minha solidão
O pássaro fez seu
Aconchego.

Para a poetisa HLUNA




O HOMEM E A FILOSOFIA


O homem,
A filosofia
Estão bem próximos
Empiricamente
Transcendentalmente
Deles adquirimos toda
As sabedorias

E na analítica
Do tempo
A filosofia é a
Alma gêmea do
Homem, pois todo
Conhecimento se
Torna possível
Quando essas
Raízes se juntam

Duplas raízes
Que penetram
Seus saberes
Na existência
Domiciliar
Da memória
De cada ser





GUARDA A MINHA VERDADE


Guarda bem esta
Minha pele d’água
Guarda a minha
Linguagem, o segredo
(Do meu bálsamo)
O aroma de todas
As coisas compreensíveis
[sentimentos poéticos]
O tempo embalsamado
Mas guarda mesmo
O relicário da minha
Verdade
Da minha sabedoria



MINHA CASA, MINHA ALDEIA


Eu conheço essa aldeia
Cada pulso, cada veia
A arcada dentária de
Cada pedra
O olho das paisagens

O desenho dos sonhos
Está escrito nas linhas
Da minha mão

Minha aldeia
Meu unhal acolhedor
Ninho tépido e tranqüilo
Que as noites silenciam

O meu íntimo se veste de
Profundos sentimentos

Minha casa
Meu buquê de flores
Que encanta
O meu canto
A minha felicidade


O NINHO, CONCHA E GEOMETRIA

Ninhos, conchas e geometria
Porque não dar valor a esses
Caracteres feitos de solidez

O ninho é nosso refúgio
Seguro na vida cotidiana
As conchas por sua vez
São figuras que representam
O concreto
A geometria então tece
A linha da alma abstrata

Todo ninho, toda concha
Toda geometria
Recolhe-se em nós mesmos
Ou seja, pedaços de coração
Borrifados verticalmente
E horizontalmente
São elementos que dão
Segurança e sustentabilidade
Na vida.


POEMA DO DIA BRANCO



E ele surgiu montado
Em seu alazão
Branco dia
Dia branco

Ladeado de nuvens
De leite
De prata
E faíscas sorridentes
A tira colo

Consumiu água
E sussurrou no
Ouvido da donzela

Grito seco
Olhos pretos, boca escarlate
E de coração da paz
Branco dia
Dia branco



OLHOS DO OCASO


Olhos
Que se desdobram
No horizonte
Dilatam veias
De saturno
Explode assimetricamente
A Via Láctea
Cartas, jogos de linguagem
O tigre arranha as nuvens
E o arcanjo celebra transcendentemente
O reino dos céus.


JARDIM

Outono coração
Flores que enfeitam
Os provérbios
O epítome

Pardais,
Saudades dos beijos
De amor
Bancos da praça
Pedras pulsando
Frio,
Frio na tarde de domingo
As folhas caindo
Um rosto na janela observa tudo
Tudo que passa
E essas flores?
Que viraram pessoas!...




EPIDERME DA ALMA



A epiderme
Da alma
O corpo que
Assume o
Quebra cabeça
Dentro do orvalho

A pedra dorme
Dorme durante
A noite e o
dia
Água e vento
Lançam a flor
Flor que adormece

Termina o dia
Agora a noite é madura
Estranha loucura
Insensatez


RIO, SUPERFICIE



Superfície
Rio sem rumo
rio adentro
Rio sem cabelo
Sem remo
Água
Água ardente
Casa do João de Barro
Lençóis brancos
Sem vela
A esmo.




PAISAGEM


Nuances
Sutilezas nas
Cores das águas
Águas do rio Parnaíba

Poemas refletidos
No coração da paisagem
Paisagem de minha terra
Terra da luz
Partituras nas ondas indomadas
Nas fantasias adornadas

O canavial
A moenda
Redescobrem a
Língua dos bois

Barro fértil
Peixes, mandacaru
Coco, carnaubais
Farta fartura
Na terra de
Santa Luzia


RUA


Vôo a vôo
(voando)
Vida que
Aparece
Quente
Completamente
Nua
E cada vez mais
Aleatória
Paro, penso
Descubro descoberta
Como ir a teu
Lado da rua
Rua da tua pele
Pele de sol
Fixa, e flutuante

Rua contagiante
Rua da rua
Rua nua


OBRIGADO PELA SUA VISITA

ALBERT ARAÚJO

Site do Escritor


Última atualização em 23/09/17 04:42