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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 70 anos
1281 textos (24056957 leituras)
7 e-livros (9165 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 21:58)
Ricardo Sérgio

Textos do autor
Perfil
• Perfil de autor é uma coisa complicada: se dizemos pouco, parece simplicidade presunçosa e insincera; se dizemos um pouco mais, parece vaidade e pedantaria.

• Os anos de contato com a literatura desenvolveram-me a capacidade de observar e de intimamente prezar o que nossos poetas têm de mais fino. Entretanto, tenho uma desastrada incapacidade para externar a toda hora meus sentimentos de admiração e afeto. Uma espécie de inibição, que é, talvez, uma genuína tolice, mas que me tem coibido desses derramamentos fáceis e freqüentes de elogios e de finezas sem medida assentada, justa.

Eu tenho um pequeno livro preto com meus poemas.
Eu tenho apagador e giz numa pequena caixa de madeira.
Eu tenho elásticos segurando os meus sapatos.
Eu tenho luz elétrica;
Tenho treze canais na televisão para escolher.
Eu tenho visões;
Tenho incríveis poderes de observação,
Por trás das lentes dos meus óculos.
Eu tenho mancha de nicotina em meus dedos.
Eu tenho um par de botas de alpinista,
Mas não tenho mais a montanha.
Eu tenho um forte desejo de voar,
Mas não tenho mais para onde voar.

Eu tenho um dom;
O dom da superação.
Superei a dor da saudade,
Nos meus anos de internato.
Superei a dor da tortura,
Nos meus anos de ditadura.
Superei a dor da depressão,
Nos meus anos de solidão.
Superei a dor do coração,
Nos meus anos de hospital.
Superei a dor da ignorância,
Nos meus anos de professor.
Mas acho que não vou superar
O meu vício de escrevedor.

• Não temo mais o que os outros pensam de mim.
• Não condiciono mais meus passos e meus objetivos aos passos e objetivos dos outros.
• Penso por mim. Leio meus próprios livros, cultivo meus próprios entretenimentos.
• Não temo sonhar coisas que não tenham sentidos.
Tomo minha cachaça, fumo meu cigarrinho e atravesso as madrugadas.
• Governa-me a minha consciência. O que realmente a fere, é quando a ela nos opomos e morre quando a atraiçoamos.


Última atualização em 20/10/17 21:58