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2 - tomando forma

Tive uma ideia que dá um livro, mesmo se, como narrador, sou este caso perdido que por aqui vão poder encontrar. Pois, não me dando por achado..., vou ir por aí fora.
Oiço as palavras dela e esqueço-me que existo: assisto..., mas não dá, tenho de ser eu a contar. Vou deixar coisas para trás, talvez lá volte; agora, vamos por aqui...

«- Hoje atingi!...»
Acabei por saber que tinha atingido um orgasmo pela primeira vez naquele dia, o que tinha feito e como o conseguira.
Infortunadamente (palavra que vale o desta_que...), nem todos os dias me há-de apetecer contar a história. Vou, isso sim, tentar todos os dias escrever. A narrativa irá acontecendo, vou-a... tecendo. Voará, quando a V. imaginação a Visitar...
Hoje estou cansado e com a caixa atulhada de emails, sem capacidade para responder. Já isto é simples, transcrevo:

Apetece-me pegar no caderno e escrever, apesar da noite ser destas horas roubadas ao sono. O que me lembra, de forma inexorável, que devo dormir. O Assim até já fez um poema mas eu, eu ainda não. Isso ou isto, deixa-me inquieto: procuro uma frase que se solte, uma intuição que se materialize e, sobre tudo, um verso

TOMANDO FORMA

tomando forma
bebo-a lentamente liquida
semelhante a coisa nenhuma conhecida

apenas a fala silenciosa do poema
procurando a forma dos versos

mesmo se mansos e indiferentes!
Assim

O outro heteronimiza-se e é assim..., dou-lhe o lugar mas não me sacia a fome do poema, pois...

* ESTÂNCIA
«em última instância, tu e eu, somos um»,
Assim Mesmo

minhas são as palavras que se rendem
quando o desejo as empurra na minha direcção
movido pelo que é assim
e não de mais nenhuma outra forma
que não seja esta capacidade de ser estrofe
pela insistência com a qual a insto
movido pelo instinto como instância
onde me torno sinónimo destes desejos
para as palavras e eu sermos*

Para X, Y e Z que me comentaram no primeiro capítulo (1 - primeiro texto)
http://www.recantodasletras.com.br/cartas/273378 
desta narrativa fabulosa em que quero desde já pôr um burro a zurrar e a voar com uma verga portentosa como S se lembrou num sonho, a aparecer quando lá chegar; não sei em que capítulo, depois de agradecer a Deus por aceitar a descrença e ter um Céu para todos de acordo com uma religião dada aos crentes ou não a partir duma per_missa simples: - Sem fé não há literatura!

{Como o desenvolvimento promete ser interessante, quando conseguir passar, cá virei contar. Passar bem!
Continua... (3 - nu espaço-tempo)
http://www.recantodasletras.com.br/cartas/275993}

Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 27/10/2006
Reeditado em 31/10/2006
Código do texto: T275217

Áudio
tomando forma - Francisco Coimbra
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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