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TODA NUDEZ DAS MULHERES CASADAS

Tudo começa com um convite simples, normalmente do parceiro, pedindo para a sua parceira deixá-lo tirar umas fotos ingênuas para ambos guardarem em seus álbuns de recordações; normalmente a mulher começa tirando fotos provocantes de saia, biquínis, roupas íntimas, nuas e muitas vezes fazendo sexo; é a primeiro nutrimento do ego em busca da vaidade pessoal!

Antigamente, quando não existiam as máquinas digitais, as fotografias de pessoas em trajes íntimos, nus ou fazendo sexo até acontecia, mas raramente elas se arriscavam em revelá-las e mesmo assim, quando o faziam, elas optavam por esconder os rostos para dificultar a revelação também de suas identidades; hoje não é mais assim, com a banalização das maquinas fotográficas digitais, inclusive nos celulares, todos se deixam fotografar em poses eróticas; do mesmo jeito que é simples fotografar, também é simples ver tais fotos em computadores, mas é aí que mora o perigo.

Até pouco tempo a nudez era um prazer comercial para homens e mulheres; algumas pessoas privilegiadas recebiam convites inusitados para posarem nuas em revistas, eram convidados para fazerem filmes onde os corpos nus e seminus provocavam a libido de quem os assistiam e isso causou ao longo do tempo, repulsa em alguns e curiosidade em outros, fato que gerou um dos maiores tabus da atualidade, a exposição pública.

Ego é o centro da consciência inferior, diferente do Eu que é centro superior da consciência. O Ego é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, têm por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele. Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória.

Mulheres e homens sempre quiseram se despir diante de um artista para terem seus corpos imortalizados em telas; com o passar do tempo, as telas em óleo já não eram tão comuns, muito menos os verdadeiros artistas, mas as pessoas continuaram a procurar a exposição corporal, sobretudo através do nu, para realçarem seus mais profundos desejos, foi então que veio a tona a idéia da imortalização através da fotografia; deu-se início a banalização do nu, da mesma forma que foi criado um dispositivo medíocre de desvalorização da imagem do ser humano, sobretudo para as mulheres.

Até pouco tempo, o homem que aparecia nu numa revista, era tido como homossexual; este era o sentimento de quem via alguém do sexo masculino exposto sem roupas numa revista. Pela consciência vulgar, o homem nu só teria público de visualização de seus corpos de outros homens, o que é um ledo engano. Uma revista especialista em nu masculino afirma que 75% de seus leitores são mulheres; da mesma forma que os homens desejam ver as mulheres nuas em revistas, as mulheres nutrem desejo semelhante quando se trata de artistas famosos e jogadores de futebol e isso é inteiramente compreensível e comum.

Com a chegada da internet e das máquinas fotográficas digitais, ficou cada vez mais fácil fotografar e ver de imediato tais fotografias; a sociedade também começou a viver uma espécie de liberalidade forçada e o que era um tabu ou uma curiosidade excitante, começou a se tornar comum e perigoso; cada vez mais, homens e mulheres são mostrados em qualquer tipo de página virtual com o único objetivo: denegrir suas imagens!

Principalmente as mulheres, tem se deixado fotografar por todo tipo de gente; sejam em trajes de banho, em roupas íntimas, poses provocantes ou nuas, elas revolucionaram a internet dos últimos 10 anos e são as imagens mais buscadas na grande rede desde a criação e popularização deste mecanismo. Milhares de mulheres casadas, solteiras, novas, velhas, noivas, asiáticas, latinas, enfim, milhares de mulheres de todos os tipos e gostos se deixam fotografar e seus parceiros acabam se tornando seus próprios algozes quando publicam ou permitem que tais fotografias sejam publicadas na internet; depois disso o estrago pode gerar conseqüências de tamanho monumental, normalmente nas próprias comunidades em que elas residem ou freqüentam.

Há cerca de dois meses eu publiquei o lamento de uma jornalista do Paraná, Rose Leonel, que se deixou fotografar por seu amante em várias poses eróticas e quando o relacionamento chegou ao fim o mancebo não pensou duas vezes; retirou-se das imagens e publicou todas as fotos em sites pornográficos, além de também publicar um filme onde ela aparece fazendo sexo oral. O caso ficou esquecido até que ela foi a uma rede de televisão lamentar o fato; acabou ganhando seus quinze minutos de fama e conotação nacional, se tornando a campeã de buscas na internet e tendo suas fotos copiadas e republicadas em centenas de outros sites.

O desejo de se verem nuas ou fazendo sexo explícito é tão comum entre as pessoas que ninguém mede no momento da seção fotográfica ou de filmagem as conseqüências que aquele ato pode gerar; os sites pornográficos estão cada vez mais cheios de fotografias de mulheres, inclusive casadas, que demonstram nitidamente que concordaram com tais fotos; quando se digita algo tipo “amateur”, que é amadora ou “wive”, que significa esposa, milhares de opções chegam à tela dos computadores e o resultado é impressionante; milhares de rostos desconhecidos são mostrados e junto com eles, os corpos nus ou fazendo sexo; raramente os rostos dos parceiros homens são apresentados e o que deveria ser apenas um desejo íntimo dos casais acaba se tornando caso de polícia; quem publica as fotos geralmente põe como inscrição que aquelas mulheres são prostitutas, gerando muitas vezes uma falsidade ideológica inversa com requintes de crueldade na apresentação das mesmas. Estas mulheres são usadas para enriquecer, lamentavelmente, as páginas de pornografia do mundo inteiro, sem ao menos terem uma única oportunidade de se defenderem; um dos maiores problemas do Brasil é o site de relacionamento ORKUT.

No Orkut é muito simples poder copiar fotos e publicar com perfis falsos que denigrem as imagens de quem está sendo exposto; além de tudo, fotos com crianças e adolescentes são adaptadas em corpos nus (executadas em programas especializados), ou ainda, fazendo sexo; isso são crimes e as polícias e Ministério Público, buscam de todas as formas elucidarem as identidades dos criminosos e quando conseguem, normalmente vão pra cadeia e respondem processos criminais.

Desde 2004, quando eu iniciei minha pesquisa sobre o CIÚME, do ponto de vista patológico, sem querer, me apanhei pesquisando também os motivos desta hiper exposição das pessoas, que não é crime, salvo se envolver crianças, mas causa ainda verdadeiro estardalhaço na sociedade moderna. Comecei pesquisando em chats populares e cheguei à conclusão que mais de 80% das pessoas não se identificam por seus nomes verdadeiros; quase 90% destes mesmos anônimos dizem pertencer ao sexo oposto ao real, ou seja, os homens se disfarçam de mulheres e as mulheres dizem serem homens; neste caso específico, a maioria das pessoas quer ter alguma experiência sexual, mesmo virtual, com pessoas do mesmo sexo, por mais que não queiram admitir; o homem quer saber o comportamento de um ser igual a ele diante de uma conduta sexual com o sexo oposto e a mulher da mesma forma.

Outra coisa incrível que descobri é que 60% das mulheres que freqüentam chats populares são casadas e a maioria, mais de 90% tem filhos e possuem uma vida, digamos que, normal. Estas mulheres casadas buscam expor suas fantasias sexuais com pessoas desconhecidas pela confiança de jamais serem identificadas; desta forma, elas liberam todos os seus sonhos e desejos sem o constrangimento natural de seus maridos a chamarem de prostitutas, coisa comum numa sociedade machista e preconceituosa.

A questão de exposição fotográfica de pessoas nuas acontece em 99% dos casos porque elas se deixam (permitem) fotografar; são raros os casos de fotos ou filmes onde estas garotas e garotos (muito menos), são flagrados nus ou fazendo sexo. O ambiente necessita estar bem iluminado para uma fotografia nítida, este é um dos critérios que mais dificultam a captação de imagens desta natureza; por fim, fica claro e evidente que a maioria das fotos publicadas em sites pornográficos o (a) modelo aparece sorrindo e encarando a câmera, ou seja, há uma permissão; quase nunca a pessoa fica constrangida ao notar que seu parceiro deseja fotografá-la.

Lidar com os desejos íntimos dos casais não é uma questão de psiquiatria; do ponto de vista médico isso é comum e não há nenhuma anomalia em permitir ser fotografado nu ou ainda fazendo sexo, mas quando isso é posto de forma banal em publicações onde apenas uma parte, a parte covarde, permite; já se torna uma doença compulsiva e repugnante. Da mesma forma que os casais fantasiam entre si os momentos de intimidade, eles também podem nutrir à fantasia de se verem a posterior em fotos e filmes; se alguém publica isso a revelia da permissão do seu parceiro, é uma questão de falta de caráter e infelizmente, o homem é campeão desta modalidade.

Uma fatia destas mulheres também se deixaram fotografar ou se auto-fotografaram, borrando os rostos; elas desejam que todos a vejam da forma mais erótica possível; apesar de ser também muito comum (cobrir o rosto), normalmente quando isso ocorre, por já haver tantas outras fotos completas, homens e mulheres não dão a devida importância, por mais belos que sejam os corpos. Ainda durante a minha pesquisa, 65% destas fotos borradas que escondem as identidades dos modelos, pertencem a pessoas casadas ou comprometidas com parceiros que sequer imaginam o que elas andam fazendo; é uma espécie de fetiche e que normalmente pertencem exclusivamente as mulheres.

Apenas de modo ilustrativo, busquei um site que considerei um dos mais leves, onde existem tais fotos de pessoas comuns, expostas como mercadorias. Alerto que, mesmo sem estar com a devida inscrição de NÃO PERMITIDO PARA MENORES DE 18 ANOS, se for o seu caso, advirto que é assim que a legislação brasileira lida com o caso: http://www.flickr.com/photos/sophiewive/

Seja por pudor, fetiche, desejo ou simplesmente para guardar para eternidade, homens e mulheres deveriam tomar mais cuidado com fotografias de exposição do nu, afinal de contas, ainda deve prevalecer a sutileza e a magia de sermos curiosos no desvendamento dos enigmas íntimos de nossos parceiros; o nu em 99% dos casos está ligado ao desejo sexual e isso, por mais careta que seja, deve pertencer apenas a duas pessoas. Enquanto estas fotografias estiverem se banalizando, a bem da verdade, ao invés da exposição banal do nu humano, eles, os divulgadores, podem estar criando novas legiões de pervertidos e maníacos sexuais, criminosos que porão o mundo numa situação ainda mais crítica; então, da próxima vez que alguém lhe pedir para se deixar fotografar, CUIDADO! Você poderá estar alimentando as páginas pornográficas; e se ver suas fotografia com este tipo de apelo, não tenha medo ou vergonha, procure as autoridades e denuncie!


SITE DO AUTOR: WWW.IRREGULAR.COM.BR
Imperador Dom Henrique I
Enviado por Imperador Dom Henrique I em 14/10/2008
Código do texto: T1228805
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Imperador Dom Henrique I
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