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CHATÔ, REI DO BRASIL

SÉRIE FIGURAS DO BRASIL

Chatô, o rei do Brasil - Maravilha, o livro de Fernando Morais.

Os brasileiros costumam dizer que o Brasil mudou. Concordo com esta afirmação, mas há que se lembrar alguns pontos importantes, em que mudaram as pessoas, mas tudo está "como dantes no quartel de Abrantes", principalmente quanto à nossa combalida economia que, de plano em plano, vem levando-nos a não acreditar em nada sério - do ponto de vista político.

A verdade é que o brasileiro perdeu a auto-estima e o amor pela pátria virou motivo de gozação. Enquanto nos paises do 1º Mundo todo cidadão é honesto até prova em contrário, no Brasil - todos são ladrões até que consigam provar inocência...

Antigamente se falava muito no "truste" que equivale a empresas de capital estrangeiro. O tempo foi colocando a palavra em desuso, apenas no vocabulário dos poucos que têm a coragem de se dizerem nacionalistas.

Capital especulativo, multinacionais, holdings... Lá pelos idos de 1920, um cidadão brasileiro iniciava a criação de um grande império jornalístico, envolvendo grande rede de jornais, emissoras de rádio e, posteriormente, em 1950, rede de TV; seu nome, Francisco de Assis Chataubriand Bandeira de Melo, nascido na Paraiba e criado em Pernambuco, onde diplomou-se em direito.

Chegou a ser Embaixador do Brasil, mandava e desmandava nos governos; foi revolucionário em 1930, ajudou Getúlio a chegar ao poder e conspirou para a sua queda e,já àquele tempo, referia-se ao economista Roberto Campos como - o porco - e não poupava ofensas públicas a Roberto Marinho, que tratava de "crioulo, mameluco, cafuso" (dono da Rede Globo) Nos anos 1960, Marinho foi acusado pelo deputado federal  João Calmon (por ordem de Chataubriand) de ter feito dois contratos com o grupo americano Time-Life, ferindo a Constituição e a soberania nacional.

Uma CPI foi criada e, mesmo nos anos 60, daria em pizza...

Chatô brigou com o Conde  Matarazzo, maior industrial do Brasil;  com o presidente Artur Bernardes, com Getúlio Vargas e por último, já tetraplégico, com o Marechal Castelo Branco, 1º presidente da República da revolução de 1964.

Chatô criou o MASP - Museu de Arte de São Paulo e trouxe Bardi da Itália para dirigi-lo.

Arrancou de Getúlio a Lei "Teresoca" conseguindo o pátrio poder sobre Teresa que, sequer, era registrada como sua filha, apenas para punir a mãe da menina que o deixara por um sujeito mais jovem.

Corajoso, cheio de inimigos poderosos, andava sempre armado e acompanhado de jagunços.

Uma das suas façanhas antolológicas foi condecorar em Londres - Sir Winston Crurchill com a Ordem do Jagunço, colocando em sua cabeça um chapéu de cangaceiro.

Fez campanhas memoráveis, doando mais de 2.500 aviões para aeroclubes que ajudou a fundar e "ouro para o Brasil" em 1964. O livro de Fernando Morais tem 736 páginas de pura história pátria e vale à pena ser lido.

Quando comemora-se 65 da inauguração da TV Tupy de São Paulo, nada como lembrar o seu criador, Assis Chateaubriand.
Ricardo De Benedictis
Enviado por Ricardo De Benedictis em 30/09/2005
Reeditado em 30/09/2005
Código do texto: T55059

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Sobre o autor
Ricardo De Benedictis
Vitória da Conquista - Bahia - Brasil, 77 anos
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