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Discurso de agradecimento - Colação de Grau da Turma do Terceiro ano.

Boa noite. Em primeiro lugar, preciso agradecer ao ser supremo. Pre-cisamos, aliás, não nos importando com qual nome o chamemos. A turma gostaria de agradecer a presença de todos aqui, prestigiando o fim de uma etapa. Agradecemos também aos ausentes, pois a ausência também é necessária em certo ponto. “Mais vale a ausência sincera do que a presença falsa”. Os concluintes agradecem aos pais presentes e aos ausentes, os alicerces para construirmos o edifício do caráter individual de cada concluinte das turmas do nono ano, que ainda tem mais uma etapa a superar, e do terceiro ano do ensino médio, que tem um novo patamar a alcançar.
Após contemplar o alicerce, os primeiros educadores, mantenedores de nossa existência, queríamos agradecer ao nosso corpo docente. Graças a eles o prédio de cada um foi erguido. O projeto foi trazido dentro de cada um de nós, mas eles deram as formas e os materiais necessários a essa construção. Antes de continuar os agradecimentos (que certamente não caberiam nesta noite se fossem destinados a agradecer por cada instante), preciso perguntar a nós uma coisa. “Como chegamos até aqui?” Posso não ter uma resposta concreta para essa pergunta, mas tenho uma hipótese interessante para compartilhar. A minha resposta é “aprendendo”. O nosso sistema de séries é graduado e estratificado, como os andares de um prédio, a cada andar o nível de dificuldade é maior para se subir ao pata-mar seguinte. Pessoalmente, sinto orgulho em ter entregado o projeto do meu prédio e tê-lo concluído nesses onze anos em que convivi com a escola. Retoques virão sempre, reformas virão sempre, mas os alicerces permanecerão sólidos. Isso me leva a perguntar outra coisa: onde estavam os materiais? Para exercer a arte do aprendizado é preciso ter algo para se aprender. Esse “algo” não está apenas nos nossos livros e nas mentes do nosso corpo docente. Está no mundo a nossa volta, por que o conheci-mento é um universo, e como um universo, infinitas possibilidades exis-tem. Podemos explorá-lo, analisá-lo, dissecá-lo e aproveitar o que acharmos mais interessante para nós. O aprendizado é um universo. “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, disse o nosso grande Albert Einstein, por que a tendência de cada um é a-prender cada vez mais, expandir cada vez mais o seu universo, o seu próprio mundo. Seja entrando em contato com os mundos de outras pessoas, seja explorando o seu próprio mundo. Resumindo toda essa enorme questão filosófica em uma frase poética, poderíamos dizer que “o aprendizado é um universo em inconstante expansão”, por que nós sempre estamos aprendendo coisas novas, ou redescobrindo faces novas de coisas antigas, mas nunca aprendemos a mesma velocidade. Não é um caminho uniforme. É um caminho onde se anda muitas vezes às cegas, e onde outras muitas vezes temos luzes fortes para nos amparar.
As luzes a quem nós agradecemos também são chamadas de amigos. Não só amigos, colegas de sala. Amigos no corpo docente. Aluno é o que não tem luz, o que não é iluminado. A luz vem dos mestres que mostram o caminho. Escolher o caminho é decisão de cada aluno. Por vezes os alunos também guardam um pouco dessa luz para compartilhar com os outros. Um elo de amizade se forma a partir desse momento. E colegas podem virar irmãos de vida. Cabe a cada um também cultivar valores como a amizade e o respeito para com os outros, e decidir se quer ligar esses elos a outras pessoas, pois uma vez que os elos são ligados, nunca serão separa-dos. Agradecemos a cada elo, pois os elos ajudam a sustentar o prédio quando aparecem os terremotos e tempestades da vida. Mas as pessoas também se afastam, isso é natural. Os elos continuam lá, mas tão fracos que acabam tornando-se invisíveis. Às vezes um prédio cai na tempestade, mas não pela falta de elos, sim por que esqueceu de sustentar-se neles. Novamente, agradecemos aos elos que continuam nos sustentando por tempestades e terremotos. Levando o discurso de turma novamente para o lado pessoal, estive aqui por 11 anos. Construí o alicerce, o prédio, os elos, passei pelas tempestades, e vi as pessoas irem e virem com os ventos. Vi outros prédios se erguendo, vejo diante de mim uma interessante selva de futuros alunos do ensino médio, e novos ex-alunos do ensino médio. Espero que naturalmente essa selva cresça, se desenvolva e gere ótimos frutos. Se possível, faça até um reflorestamento no mundo. Em nome de uma selva que se ergueu firme e forte, superou as tempestades e terremotos e vai frutificar, agradeço ao Instituto Evangélico Hatikva. Muito obrigado.




Bem, me pediram pra escrever e fazer os agradecimentos, então escrevi e fiz os agradecimentos né? kkkkk
Dija Darkdija
Enviado por Dija Darkdija em 20/12/2010
Código do texto: T2683310
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Sobre o autor
Dija Darkdija
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 20 anos
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