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ANOITECE
Nadir A D’Onofrio

Assim que noite descerra seu manto,
Sinto medo, frio, solidão...
Recolho-me no vazio dos meus aposentos,
E p’ra aumentar o sofrimento,
O canto agourento da coruja,
Que em meu quintal resolveu se aninhar...
Tento rapidamente adormecer,
Quiçá eu possa sonhar com você,
E fazer a alegria em meu ser de novo morar...
Assim que o dia amanhece,
Elevo a Deus minha prece.
Respiro fundo abro os braços,
Como que querendo abraçar o sol!
Corro pelo gramado ainda molhado do sereno
Pés descalços, sentindo a energia fluindo do chão...
Uma alegria invade meu ser,
Ao ver as flores do meu jardim!
Lembro-me que as plantei juntamente com você.
Nesse exato momento,
As recordações de um passado feliz,
Obrigam-me à raciocinar...
Se hoje sinto a solidão,
E pela lacuna,
Que você sem querer...
Deixou abrigada em meu coração...

06/04/2005 19:40 horas

Santos SP
 http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=11353

http://www.nadirdonofrio.com/

*****

Noite...
Tarcísio R. Costa

Lá fora, a noite fria, de tenebrosa cor,
Penetra na alma das carnes desprotegidas...
E, longe, o piar de um pássaro agourento,
Zombam do sofrimento...
Da dor.


Espreito aquele silêncio,
Penso na tristeza que nos traz o manto da noite...
Penso e sinto falta do doce carinho do açoite,
Da brisa na minha face.


A noite passa, ouve-se o som canoro do sabiá,
Vindo dos distantes bosques dos meus sonhos,
Para chamar a alva, que surge vagarosa,
Para o despertar a natureza...


Cumpro, rigorosamente, o ritual do amanhecer...
Vou célere ao jardim, para visitar as minhas flores,
Embevece-me aquela mistura de cores,
Lenitivo que reanima o meu viver


Embora eu sinta sempre saudade,
Ele sempre foi a minha fiel e perene companheira,
Às vezes, a sinto, reflito sem saber o porquê,
Ms, ela para mim, é dor, mas é felicidade.


Assim, sigo sem rumo, o meu caminhar,
Sujeito às alternâncias das alegrias e das tristezas,
Contemplo, em torno de mim, esse mundo de belezas,
Que estimula o meu desejo de amar.


Ao contemplar o encanto da natureza,
Vejo que é uma incoerência a vida na solidão,
Devemos procurar sentir na alma o calor da emoção
Por esse espetáculo de indescritível beleza.

Brasília, 06 de abril de 2005
Tarcísio Ribeiro Costa

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=11353

http://www.tarcisiocosta.com.br

Mid: thatsthewayitis
Nadir DOnofrio e Tarcísio Ribeiro Costa
Enviado por Nadir DOnofrio em 08/10/2006
Reeditado em 13/09/2016
Código do texto: T259295
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Santos - São Paulo - Brasil
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