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Texto

MAS OU PORÉM? EIS A QUESTÃO!

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Descomplicado a Língua

 

Mas e Porém são conjunções coordenativas adversativas. "Relacionam pensamentos contrastantes. A conjunção adversativa por excelência é [mas]. Há outras palavras com força adversativa, tais como: porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, que acentuam, não propriamente um contraste de ideias, mas uma espécie de concessão atenuada"¹.

Portanto, use [mas] quando quiser dar maior ênfase ao caráter adversativo de sua frase:

   Gosto de navio, mas prefiro avião. (contraste mais enfático)

   Gosto de navio, porém prefiro avião. (contraste menos enfático)

   Ele falou bem; mas não foi como eu esperava.

   Ele falou bem; todavia não foi como eu esperava.

   Bonitinha, mas ordinária.

   Bonitinha, porém ordinária.

Mas Atenção: Usamos a conjunção adversativa [mas] unicamente em começo de oração: Estudava muito, mas não tinha método.

   Saiu cedo, mas chegou atrasado.

   Queria sair. Mas ia esperar o tempo passar.

Ao contrário de [mas], [porém] e as demais conjunções adversativas podem ser usadas depois de um dos termos da oração, ou em seu começo:

   Minha tarefa foi intensa, não me queixo, porém. (a substituição por [mas] não é possível)

   Gosto de navio; prefiro, porém, avião. (a substituição por [mas] não é possível)

   Estudou muito, porém não conseguiu boa nota.

   Minha tarefa foi intensa, porém não me queixo.

   Gosto de navio, porém prefiro avião.

Nunca empregue simultaneamente "mas porém", da mesma forma: mas contudo, mas entretanto:

   Minha tarefa foi intensa, mas porém não me queixo.

Constitui redundância se usarmos [mas... no entanto] na mesma frase: Saiu cedo, mas não conseguiu, no entanto, chegar na hora. Use: Saiu cedo, mas não conseguiu chegar na hora.

   Ou: Saiu cedo, no entanto não conseguiu chegar na hora.

Evite usar conjunções ou locuções conjuntivas que soem antiquadas: outrossim, não obstante, destarte, entrementes, consoante, de sorte que, porquanto, conquanto, posto que. ®Sérgio.

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1 – Rocha Lima, Carlos Henrique da, in Gramática Normativa da Língua Portuguesa.

Para maiores informações a respeito do assunto ver: CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa. Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1996.

Se você encontrar omissões e/ou erros (inclusive de português), relate-me.

Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário. Volte Sempre!

Ricardo Sérgio
Enviado por Ricardo Sérgio em 06/02/2009
Reeditado em 17/07/2013
Código do texto: T1425931
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 66 anos
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