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IRONIA: DIZER O CONTRÁRIO

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Figuras de Linguagem

 

A Ironia (figura de pensamento e palavra) consiste em dizer o contrário do que pensamos, mas dando a entender o tom irônico, geralmente, com a intenção de obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor, ou seja, pertubá-lo. A ironia estabelece um contraste entre o que se pensa e seu conteúdo. O elemento positivo (conteúdo) seve para demonstrar, realçar o valor negativo (aquilo que se pensa); maneira pela qual a ironia se assemelha a antífrase, a sátira e a hipocrisia:

   Veja que belo serviço você fez!

Embora esta expressão contenha a ideia de que a pessoa fez um bonito serviço, a ideia de beleza é desmentida pela ênfase dada ao termo [belo], evidenciando que a intenção do falante é oposta aquela que está expressa na frase.

   Você, realmente, é muito esperto.

Esta frase, aparentemente, não contém nenhuma ironia. Mas, dependendo da situação em que ela é utilizada, da entonação que se der às palavras, ela pode ser altamente irônica. Este é um aspecto bastante importante da ironia: o fato de ela não estar nas palavras em si, mas "por trás" das palavras.

Como a ironia está especialmente exposta ao perigo da incompreensão, precisa ser muito bem construída para não passar uma ideia completamente oposta à desejada, transformando-se em uma "ironia sarcástica"; isto é, uma ironia ofensiva, insultante. O sarcasmo é sempre um deboche altamente crítico:

   "Olá! Tu que destróis o templo de Deus e o reedifica em três dias, livra-te a ti mesmo descendo da cruz". (São Marcos).

Exemplos de ironia na fala:

   Você parece realmente um santinho digno do altar.

   Seu café está ótimo: fraco, frio e sem açúcar.

   Não é encantador o trânsito de São Paulo?

   Muito competente aquele candidato! Construiu viadutos que ligam nenhum lugar a lugar nenhum.

Exemplos de ironia em Literatura

   "... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis..." (M. de Assis)

   "Moça linda bem tratada, / três séculos de família, /burra como uma porta: / um amor!" (Mário de Andrade)

   "A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar crianças." (Monteiro Lobato) ®Sérgio.

Tópicos Relacionados: (clique no link)

O Assíndeto e O Polissíndeto.

O Eufemismo.

A Antonomásia e a Perífrase.

O Assíndeto e o Polissíndeto.

A Metonímia e a Sinédoque.

Sinestesia: A Figura da Descrição.

A Metáfora e suas Ramificações.

Antítese, Quiasmo, Paradoxo e Oximoro.

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Para maiores informações sobre o assunto ver: Moisés, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 1966. / Helio Seixas Guimarães, Ana Cecília Lessa, Figuras de Linguagem – Atual Editora. / CHERUBIM, Sebastião. Dicionário de figuras de linguagem. São Paulo: Matheus Guazzelli, 1989.

Se você encontrar omissões e/ou erros (inclusive de português), relate-me.

Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário. Volte Sempre!

Ricardo Sérgio
Enviado por Ricardo Sérgio em 20/12/2010
Reeditado em 22/07/2013
Código do texto: T2681631
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 67 anos
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