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O USO DO INFINITIVO IMPESSOAL

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Regras Básicas

 

O infinitivo é forma nominal do verbo; chama-se forma nominal, porque além do valor verbal, pode ter a função de nomes – substantivo, adjetivo e advérbio.  O infinitivo pode apresentar-se flexionado e não flexionado. O infinitivo impessoal não se refere a nenhum sujeito.

O uso do infinitivo é uma das questões mais polêmicas e controvertidas da língua portuguesa, é impossível formular normas inflexíveis, pois apresenta soluções divergentes. Há casos em que é preciso considerar regras conflitantes. Como já reiterei em outros textos, minha intenção, além de esclarecer, é a de orientar aqueles que se preparam para um concurso ou exame vestibular. De modo que tenho de recorrer à gramática tradicional. Portanto, as regras abaixo expressam, de forma geral, o consenso de boa parte dos gramáticos, tanto "tradicionais" quanto "modernos", a respeito do assunto:

O Infinitivo Impessoal (não flexionado) emprega-se nestes casos:

a) Quando usado com verbos impessoais, isto é, com verbos que não possuem sujeito, ou com outros, pessoais, mas empregados de forma impessoal: Viver é lutar. / É proibido proibir. / É possível haver dúvidas.

   Querer é poder. / Fumar prejudica a saúde.

   É proibido colar cartazes neste muro.

   Eles não têm o direito de gritar assim.

   As meninas foram impedidas de participar do jogo.

   Eu os convenci a aceitar.

b) Quando com valor de imperativo: Meia-volta, volver!

   Honrar pai e mãe. / Cesar o fogo, soldados!

   Atacar, atacar!– bradava a polícia.

c) Quando forma locução verbal ou, via de regra, quando tem o mesmo sujeito da oração principal: Costumamos levantar cedo.

   Os filhos costumavam reunir-se (e não reunirem-se).

   Queremos acordar bem cedo amanhã.

   Eles não podiam reclamar do colégio.

   Vamos pensar no seu caso.

   Eles não puderam trazer as cartas.

d) Com preposição que funcione como complemento de substantivo, adjetivo ou do próprio verbo principal:

   O pai convenceu os filhos a voltar cedo. Remédios ruins de tomar.

   Eram exercícios fáceis de resolver.

e) Com preposição que tenha o valor de gerúndio:

   Os trabalhadores estavam a comer (= comendo).

   Estavam a cantar (= cantando).

   As crianças estavam a pedir esmolas (= pedindo).

d) Quando regido das preposições [a] ou [de], forma locução com os verbos estar, começar, entrar, continuar, acabar, tomar:

   Estás a brincar. / Acabam de sair / Começaram a rir.

Nos demais casos de preposição (ou locução prepositiva) mais infinitivo, é opcional flexionar ou não o infinitivo. ®Sérgio.

Tópico Relacionado: (clique no link)

Flexões do Infinitivo Pessoal - Regras Básicas

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Informações foram retiradas e adaptadas ao texto de: Cegalla, Domingos Paschoal, Novíssima Gramática da Língua Portuguesa; Editora Nacional, 2005. / Savioli, Francisco Platão. Gramática em 44 lições. Ed. Ática, São Paulo, 1993.

Se você encontrar omissões e/ou erros (inclusive de português), relate-me.

Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário. Volte Sempre!

 

Ricardo Sérgio
Enviado por Ricardo Sérgio em 17/07/2012
Reeditado em 17/07/2012
Código do texto: T3782176
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Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 67 anos
1281 textos (14834688 leituras)
7 e-livros (6195 leituras)
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Ricardo Sérgio



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