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Dia da Poesia

Sei conjugar bem os verbos
Mas, mesmo escrevendo bem nossa língua,
Nas as rimas eu levo uma surra.
Sempre apanhei com literatura
E tão me chamando de burra

Fazer verso me deixa louca.
Pra falar a verdade,
Apanho pra contar letra e rimar.
A preguiça me faz parar.
Deixo tudo pela metade -
Ou uma coisa ou outra

Palavras não faltam pra dizer,
Mas olha bem o meu dilema:
Nunca fui boa em matemática.
Pra contar silabas é uma desgraça

Resolvi, então, o meu problema.
Optei só em fazer crônica,
Onde sou ótima, engraçada e única.

Cago pra gênero literário
Porque nisso sou ruim pra....
Já que você é meu amigo,
Vou lhe confessar um segredo:
Dei pra cada tipo de verso
Um exclusivo apelido.

Acróstico é pra micose de unha;
Haikai é o cachorro da vizinha;
Poetrix é remédio pra pulga;
Rondel é bom pra lumbriga.

Demorou um século
Pra bolar estes versos.
Você vai ler e deletar
E me mandar pr’aquele lugar...

Não sei se fiz trova,
Mas não dou o braço a torcer.
Tenho charme pra escrever.
Burra uma ova!

Leila Marinho Lage
Rio, 20 de outubro de 2007





Leila Marinho Lage
Enviado por Leila Marinho Lage em 21/10/2007
Reeditado em 14/10/2009
Código do texto: T703313

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Sobre a autora
Leila Marinho Lage
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
1086 textos (721357 leituras)
25 áudios (18971 audições)
153 e-livros (57059 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 15:00)
Leila Marinho Lage

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