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TELEPATIA OU ACONTECE AQUI NO RECANTO

Olá, Recantistas!

Dama de Negro, Olá!

Parece telepatia, ontem à noite estive pensando sobre temas que eu poderia colocar na minha escrivaninha e para surpresa minha, hoje lendo vários autores, os textos eram os mesmos sobre os quais refleti.

À tarde, em meio a afazeres, pensei com meus botões sobre a dinâmica de leituras, o que eu pensei foi exatamente o que Dama de Negro expressou no seu texto no Mural, só que para mim eram apenas conjecturas, não tinha a convicção da escritora.

Pensava ontem comigo: "Será?" e era difícil acreditar que esse comportamento infantil pudesse existir aqui, mas causa estranheza que textos bastante lidos tenham como conteúdo, no mais das vezes, apenas um recadinho, um alozinho, frases soltas em forma de poemas, uma linda imagem.  Acho que para os alozinhos e recadinhos, existem o Orkut, o MSN e outros, não sabendo eu especificar por não conhecer nenhum.

A atitude relatada por Dama de Negro lembra muito a crueldade de crianças nos primeiros anos de escola e até adolescentes, quando resolvem gelar alguém.

E estas (es) são os cidadãos responsáveis por um país melhor, não percebem que tudo se relaciona, uma coisa não é separada da outra.  Sutilezas.

Outro dia conversando com uma advogada, ela assim se expressou sobre sutilezas que desembocam lá na frente em conflitos maiores:

“Um dia, pisam na grama da praça, mas ninguém diz nada.

Depois, picham nossos muros, mas ninguém diz nada.

Em seguida, mexem no nosso portão, mas ninguém diz nada.

Noutro dia, entram no nosso jardim, matam nossas flores,
mas ninguém diz nada.

Finalmente, numa noite, arrombam nossa porta e nos matam.”

O texto é uma citação, mas ela não soube declinar o autor.

Se alguém souber, inclusive os dizeres exatos e o autor, poste na minha escrivaninha, gostaria muito de saber. Aqui no Mural dependendo do horário, já não alcanço todos que postaram.

Num espaço de publicação gratuita, não sei porque formar cartéis, se é que existem mesmo, de minha parte, nunca recebi email  para discriminar alguém, mesmo porque eu apenas os recebo, não respondo porque já tive problemas com meu pc. Sei que é prejuízo meu, perco a chance de estreitar laços de amizade, fazendo-os literariamente apenas através dos comentários.

Desculpem, mas não sei ficar omissa, quando o assunto já era objeto de reflexão.


Paz, prosperidade e luz para todos.


Diana Gonçalves

29/06/2006

***

PUBLICO PARTE DO COMENTÁRIO DA RECANTISTA BETHA M. COSTA, QUE TROUXE NA ÍNTEGRA O TEXTO E AUTOR MENCIONADOS:

Olá,Diana!................................................
Mas, o que me trouxe aqui foi o texto de Eduardo Alves da Costa (1936), No Caminho, com Maiakóvski:

Assim como a criança humildemente afaga a imagem do herói, assim me aproximo de ti, Maiakóvski. Não importa o que me possa acontecer por andar ombro a ombro com um poeta soviético.Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.Tu sabes,conheces melhor do que eu a velha história.Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão,e não dizemos nada.Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.Nos dias que correm a ninguém é dado repousar a cabeça alheia ao terror.Os humildes baixam a cerviz; e nós, que não temos pacto algum com os senhores do mundo, por temor nos calamos.No silêncio de meu quarto a ousadia me afogueia as faces e eu fantasio um levante; mas amanhã,diante do juiz, talvez meus lábios calem a verdade como um foco de germes capaz de me destruir.(...)Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. (Poesia brasileira). Poema integrante da série O Tocador de Atabaque
DIANA GONÇALVES
Enviado por DIANA GONÇALVES em 29/06/2006
Reeditado em 22/11/2009
Código do texto: T184656
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
DIANA GONÇALVES
São Paulo - São Paulo - Brasil
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DIANA GONÇALVES

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