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Parabéns, amiga!

Dany, amigo é substantivo. Não precisa adjetivar. E é com a licença da amizade que, no seu aniversário, mando palavras pra você.
Palavras, você sabe, são embalagens de sentimentos, pensamentos, emoções e representações do sentido a dar à vida. Por isso estas não são meras palavras...
O algo mais que elas carregam começou quando me dei conta de que não sabia sua idade, ainda que seja ela que muda de hoje para amanhã. Quer saber?... Essa ignorância é uma boa coisa e explico porque.
Para compreender, faça de conta que você também não sabe a própria idade. Ignorando-a, para algumas coisas você poderá ter 5 anos; para outras, 15; para tantas, 18, 19; para muitas, 30; diversas lhe exigirão 40, 50, às vezes 70, 80, 90 ou 100... Porém, as importantes são aquelas para as quais ainda nem nasceu.
Além disso, diferencie o futuro de porvir. O futuro é velho. O porvir é o possível que ainda há de vir.
Confuso?
Que nada!
Se perguntamos à criança o que será quando crescer e ela responde “professor”, “advogado”, “cantor”, “médico”, ou “jogador de futebol”, como parece ser moda atualmente, ela dá essa resposta porque é aquilo que ela conhece bem.
Sim, ela opta pelo familiar, e, nesse sentido, o futuro já é passado, velho. Por isso, o melhor é ver o que está por vir.
E mais: à medida que os anos passam, vividos (quero dizer, perdidos), as pessoas nos olham e dizem: “Está amadurecendo”.
Mas eu desconfio dessa palavra, porque a fruta que foi flor, nasceu, fez-se verde e amadureceu, um passo à frente nesse processo e logo ela se vê apodrecida.
Sabendo que gente não é fruta, a última coisa a aceitar é a história de amadurecimento total. O precipício do estado de podridão me assusta.
Por isso me lembro da palavra “verdolenga”, que nomeia a fruta a meio caminho entre o verde e o maduro.
“Verdolenga” é a fruta amadurecendo... Nas pessoas esse processo não deve ter fim.
Hoje, Dany, véspera do seu aniversário, entrego a você: palavras que não são só palavras; a possibilidade de todas as idades; o presente feito vida a ser vivida intensamente; a liberdade leve do novo; o possível em projeto de conquistas; além da existência “verdolenga”, a ser desfrutada como única e desafiadora, por ser isso o que ela é.
Sua vida no mundo renova o universo e é desse renovar-se continuamente que nasce o sentido de tudo.
Porque não se acovarda ao buscar a razão de ser de tudo o que a cerca, e de si mesma, meus parabéns.
E obrigado por existir, porque em você a vida se materializa e se estende a todos quantos gostamos de você.
Wilson Correia
Enviado por Wilson Correia em 10/11/2006
Reeditado em 19/11/2006
Código do texto: T287136

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Sobre o autor
Wilson Correia
Amargosa - Bahia - Brasil
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Wilson Correia