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VERTIGEM!


    Quando as meninas do meu olhar
    te viram sorrir, ali, era
    uma vertigem e me senti lugar fora aqui, da terra;
    era além que os olhos podem perceber, outra era;
    aí, desenhou-se um coração arpoado por ti, mera
    coincidência, transe astral, já era;
    prisão dos desejos, algo carnal, impera;
    aceite o meu gracejo, não leve a mal, espera;
    tô louco, zonzo, por tua aura real, que impera.

    Não tenha prudência e venha, intensa, densa, fera;
    minha inocência, ela é assim, fluídica, quimera;
    que dure o tempo que durar, desenha, planta, gera
    um ato, um beijo, um galanteio um gozo, berra
    pois eu ouvi um presságio dum arcanjo que não erra:
    'tu hás de ser minha, com agonia, nunca guerra;
    hás de ser de amor fominha, paixão-linha que não serra;
    hás de arar pro amor a minha rosa, nossa terra;
    hás de ser metade minha, célula-amor, que não imperra!'


         Tony Guedes
     
Tony Guedes
Enviado por Tony Guedes em 31/07/2006
Reeditado em 31/07/2006
Código do texto: T206226
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Sobre o autor
Tony Guedes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 47 anos
71 textos (2505 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 10:42)