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VINHO DE TÂMARAS

VINHO DE TÂMARAS


Deito-me nú na areia deserta...
A existência vai-se habituando
A não me aborrecer...
Vai aprendendo que não vale a pena
Ser mais teimosa que eu...

O Sol vermelho alaranjado
Vai aquecendo o ambiente
Enquanto tento adormecer
O alucinado consciente

Os olhos fechados
Projectam na tela interior
A obsessiva imagem do teu corpo
Coberto de tâmaras!
Tâmaras?
 -"Doces tâmaras que as areias do sul beijaram."
Não conheço esta voz
A ressoar dentro de mim...
Tâmaras a cantar...
O suor a estalar as têmporas...

Acordo siderado
A areia continua deserta
O sol desmaia
No horizonte... sózinho
Eu sorvo
O mar de solidão
Em que me envolvo
E recordo apenas
Um fragmento do meu sonho...

Bebo-te... no aroma do meu vinho!
ressoa
Enviado por ressoa em 13/07/2005
Código do texto: T33682
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Sobre o autor
ressoa
Portugal, 67 anos
72 textos (1881 leituras)
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ressoa