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A TRANÇA

A TRANÇA


Destrancei a trança que enlaçaste,
nas delicadas  pontas dos teus dedos,
e nas pontas dos meus dedos desfolhei
o que os teus olhos disseram em segredos

Não fui eu que inventei aquele brilho
Das pérolas, das conchas, do teu  mar
Mas naveguei nas pedras do teu trilho
De luz... e que bem me soube ali nadar

Naveguei a pano solto, sem resguardo
No mar encarpelado do teu corpo
Depois de sentir o alvoroço no teu porto
Desaguei em mim... e quase morto
Ainda consegui entrelaçar
O resto do cabelo que aqui guardo...

Tenho-te ainda na lembrança
Nas memórias indissolúveis  de criança
Que sejas luz em mim
E a tua trança se renove
Na singela esperança que me move.
ressoa
Enviado por ressoa em 13/07/2005
Código do texto: T33687
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Sobre o autor
ressoa
Portugal, 67 anos
72 textos (1879 leituras)
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ressoa