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Soneto da minha cabeça

Dez mil pensamentos concomitantes:
a lua, dois versos e reinos distantes.
Duas mil formas cruas, cem mil homens,
ideias e fatos e outros nomes.

Eis meu cérebro, se me vês etéreo.
O ar longínquo — sede, fome e riso
sentem o corpo. Eu, no paraíso
da mente. Por isso me vês tão sério.

Pois quando lamacenta a vida irrompe,
chamo ventos, acendo chamas, águas
retidas, diques terrenos se rompem.

Clamando o antepassado, invento farsas
e faço curvas onde estão as mágoas.
Em vez de hemorragia, sangro palavras.
Diogo da Costa Rufatto
Enviado por Diogo da Costa Rufatto em 04/09/2013
Reeditado em 04/09/2013
Código do texto: T4467281
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Diogo da Costa Rufatto
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 28 anos
42 textos (2843 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 04:57)
Diogo da Costa Rufatto