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SIMPLESMENTE NÃO

Ah!... Se eu pudesse entender o que se passa
Em minha mente, em minh'alma...
Se eu pudesse entender este desespero,
Esta dor, esta agonia que me devora...
Ah, se eu pudesse! Ah, se eu pudesse!
Quem sabe assim, isso acabasse agora!

É tão estranha esta lava que, em meu peito,
Pulsa agonizante e me devora...
É tão estranho este rodopio de minha mente,
Que me deixa tonta e, ao mesmo tempo, calma...
Que me confunde no rodopiar de tristes valsas,
E me acorrenta em esperanças falsas!...

A tristeza, que é certeza, me alucina
E a amargura, que é pura, cristalina
Envolvem-me como nuvens e me abraçam.
Se rio, nem dou conta do motivo;
Se choro, é por tormento e sou maldita...
Ah, se pudesse fugir de tudo isso... agora!

Simplesmente, fechar os olhos e os ouvidos,
Parar no tempo, no espaço e no universo,
Desfazer-me, na imensidão e, sem ser vista,
Não ser lembrada, não ser conhecida,
Não ser amada, não ser querida...
Ah, se eu pudesse! Ah, se eu pudesse!

Ter que ficar, agir, pensar,
Ter que existir, falar, ouvir,
Ter que andar, olhar, fazer,
Ter que, enfim, resistir...
Ah, esta tortura me mata...
Pudera eu, simplesmente, não ser!


                                                  10/01/2002

RÚBIA BOURGUIGNON
Enviado por RÚBIA BOURGUIGNON em 11/01/2006
Reeditado em 11/01/2006
Código do texto: T97562
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
RÚBIA BOURGUIGNON
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
193 textos (20239 leituras)
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