ROCHAS DO VALE ENTRE ÁGUAS ADMIRAVÉIS...








Rochas do vale entre águas admiráveis
descreviam:
cidades, origens, galopes e vontades...
com sangue de cordeiro
e o tempo atento,
curvou o martelo.

Com o passar do tempo,
aquelas pedras geraram abismos.
O mar deixou suas cinzas e
ainda hoje, é conhecimento.

O tempo a tempo - ameaça
maquinar a imóvel montanha.
quer ver a arvore, as palavras,
o estético sistema,
os olhos e o estômago.

Com suas formas, seus regatos, suas pernas
e os sentimentos de vestígios, juntos.
As rochas brilhavam como se ouvissem,
o testemunho dos pássaros...

Tudo nelas, enfim, brilhavam.
Assistiam o corte de navalha do tempo – silêncio!
Diziam, então, do gosto de cárcere, seu caldo,
E o beijo de um beija-flor na flor, pólen.
ou era um colibri de asas vermelhas?
de possuir lapela sorridente,
com um paletó, um cravo vermelho.

O sol, sobre o berço, os vestígios de túnel,
à beira do oceano a prosperidade,
à margem da generosidade,
o precipício.

Como eram admiráveis:
as águas, as pedras
e o vale novo...



Edição de imagens:
Shirley Araújo

Texto: Rochas do vale entre águas admiráveis
ALBERTO ARAÚJO
Enviado por ALBERTO ARAÚJO em 07/03/2014
Código do texto: T4719275
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