MINHA ALDEIA





O carro de boi muge ao pé da serra.
Flores – bem – êxtase.
Rubra trilha na fixada fonte.

Os pássaros sondam o horizonte,
depois, de mentes sãs
e escovados os dentes,
ajudam a minha mãe a coser...
O outono ri de minhas calças Jeans...


Insetos em revoadas usurpam
a fração do dorso do dia, recheando
de sonhos os lábios brilhantes da garotada.

Abelhas, querem o bálsamo, querem beijo de mãe,
zumbem em torno do néctar.

Abre uma enxurrada de melodias.
Tão infinitos os gritos
dos peruinhos-do-campo.
O moinho mói a cana, Cotovia.

Ah, para a poesia.
O poeta acende a lâmpada!




Edição de imagens:
Shirley Araújo

Texto: Minha aldeia


 
ALBERTO ARAÚJO
Enviado por ALBERTO ARAÚJO em 07/03/2014
Código do texto: T4719281
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