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Doce Lar

Ninguém sabe o lugar de onde eu vim,
mas toda a humanidade já passou por lá,
É um paraíso onde a lua não sente ciúmes de mim,

Sou colega das estrelas, da aurora e do crepúsculo,
Já andei por séculos a fio e jamais me cansei,
Vou em países distantes e bem minúsculos,
Pela pré-história também já passei,

E até o homem das cavernas me admirou!
Ao perceber a minha chegada o velho pescador
junto à praia me aguardou,
Quando desperto no olhar das pessoas
elas fazem festas para mim,

Enfeitam-se com o que tenho de melhor,
Orquestras espalham notas ao meu redor,
e pássaros cantam felizes da vida,
Porém, enquanto muitos querem o meu abrigo
para se protegerem da dura lida,

Alguns nem se importam comigo,
Me presenteiam com veneno,
Ateiam fogo e enegrecem a minha vida!
Mas do pouco que sempre me sobra
ainda transmito emoção,

Faço das borboletas eternas companheiras,
Nos enamorados instigo a paixão!
Ao partir não deixo tristeza,
nem olhos escarlates de lágrimas,
Deixo esperança e muita pureza,

Em qualquer casa; feia ou pobre,
bonita ou nobre,
Quem me acompanhar pelos cantos terra,
sejam idosos, jovens ou crianças,
não serão protegidos da guerra,

Porém terão como recompensa
o perfume de minhas flores.
Por isso cheguei para te alegrar!
Bom dia, eu sou a Primavera
colorindo o seu Doce Lar!!!
                          22 de setembro de 1983
Milton Cavalieri
Enviado por Milton Cavalieri em 02/10/2005
Reeditado em 01/10/2006
Código do texto: T55923
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Sobre o autor
Milton Cavalieri
Londrina - Paraná - Brasil, 62 anos
78 textos (13704 leituras)
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Milton Cavalieri