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MENINA DENGOSA





O sol abriu suas pálpebras transparentes...
O mar abriu suas folhas de risos energizante,
A lua despejou o seu inquebrantável brilho
sobre a noite...
E todas as portas do firmamento abriram-se
em leque para a tua passagem.
Ó, menina de dengo gostoso...
A tua imensa onda adentrou-se em minha
estação, que agora se encontra aberta em luz.
Pudera dar-te um beijo de infinito.
Eu um pobre poeta... Que a vida o entregou
sonhos indecifráveis,
Que obscureceu o meu canto feito festim.
E, diante de ti encontro tua boca fechada.
Mas meu amor floresce a cada instante aqui
nesta massacrante cadeira.
Pudera eu abraçar a tua janela, e comer
das migalhas de teu pão. Governar o teu
governo por um minuto apenas,
isso seria o bastante, posto que meu coração lança-te
A luz do meu outono, do meu ouro, e da minha
pedra de diamante.
E tu não percebes!...



De um amigo meu que é poeta pra uma amiga minha.
ALBERTO ARAÚJO
Enviado por ALBERTO ARAÚJO em 10/11/2007
Código do texto: T731270
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ALBERTO ARAÚJO
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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