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O ABRAÇO

Cai a tarde, devagarzinho.
Silenciosamente e de mansinho,
Vem me trazendo um abraço.
O mesmo abraço misterioso
Que o destino furioso
Capturou em seu laço.

Não sei de onde esse carinho vem.
Porém, sei que pertence a quem
Ainda não pude encontrar.
Mas posso sentir a ternura
Abatendo a minha amargura,
A minha solidão, meu penar!

E envolve-me gentilmente,
Tão suave e carinhosamente,
Que sinto a emoção reinar.
Ah, se o tempo parasse agora...
No entanto, minh’alma inda implora,
À essa tarde, a lamentar:

_ Traga-me depressa, amiga tarde,
O dono desse abraço, para que eu me farte
Na alegria que o destino me roubou...
E todos dirão, ao ver-te, eternamente;
Uns aos outros: _ vês aquela tarde?
Foi ela quem àquele amor abençoou!


04-09-2004
RÚBIA BOURGUIGNON
Enviado por RÚBIA BOURGUIGNON em 30/10/2006
Reeditado em 07/11/2006
Código do texto: T277688
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
RÚBIA BOURGUIGNON
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
193 textos (20242 leituras)
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