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REGRESSO

Mais uma vez, evaporam-se as palavras
Como se fossem fumaça.
Mais uma vez o seio lateja
Entre a revolta e a desgraça.

Cala-se, no tempo, a boca suave
E abrem-se as cortinas da maldade.
É proibido pronunciar doces palavras
No templo da pervecidade!

Contorce-se o peito em dores atrozes,
Revira-se, em agonias, o espírito humilhado
Sem que saiba a que se agarrar.

Não há conformidade para o destino feroz,
Não há penalidade para o subjugado;
Apenas o frio que se sente no ar!
RÚBIA BOURGUIGNON
Enviado por RÚBIA BOURGUIGNON em 03/10/2005
Código do texto: T56068
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
RÚBIA BOURGUIGNON
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
193 textos (20242 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 11:27)