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DESEJO

DESEJO

Espelho de minh’alma, que está refletindo você
Que desejos escondidos, qual mesquinhez?
Que anátema cruel e impulsivo?
Beleza ou feiúra?
Tristeza ou alegria?
Satisfação ou desprazer?
Canto ou melodia?
Melodia diácona, triste e fúnebre?
Ah, quantos vãos momentos vivi!
Quão grande é minha imaginação: Cálida, pungente, perfeita...
Sombria e crua.
Leve e pesada.
Alegre e dolorosa.
Quem sou eu? De onde vim? Por que vim?
Que faço aqui e por que estou aqui?
São perguntas que faço sem obter respostas.
São diálogos contidos sem ápice.
São cantilenas perfeitas, cantadas pelos religiosos, pelos profetas, pelos poetas...
São fados dos portugueses, óperas italianas,
Valsas inglesas
Tangos “calientes” argentinos,
Sambas brasileiros e xaxados do sertão.
São como músicas vindas sem origem, do superior...
Onde está o superior, o que é o superior?
Estou acordada por fora como disfarce;
Durmo por dentro amordaçada, presa, derradeira, sucumbida...
Desejo amar, ser amada...
Desejo servir com amor.
Desejo ser alguém grande interiormente.
Desejo ser vista pelo avesso e não externamente.
Vivo durante todo o tempo a buscar esperança e força...
Não as tenho mais...
Sou carente, sou mulher!
Não sou musa inspiradora, mas inspiro-me no belo, no perfeito.
Inspiro-me no mais leve e alvo lençol.
Curto a poesia e a natureza;
Adoro selvas, matos, pássaros.
Sinto ternura pelos animais;
Apaixono-me facilmente pelos seres infindos.
O que sou?
- Corpo e alma. Alma e corpo...
- Vim do nada e para o nada eu irei?
- Sou pó ou poeira?
- Sou Alfa ou Ômega?
- Será que sou um emaranhado de células vivas, porém mortas?
- Sou viva ou sou morta?
- Sou espírito ou sou alma?
- Sou pessoa ou sou gente?
- Posso errar ou não?
- Posso pedir perdão pelas coisas erradas ou as coisas erradas são certas?

Não sou Epícuro, o grande filósofo grego, mas acredito no que ele disse:

“O Homem deve procurar o prazer, que é o grande bem da vida, mas com isso, deve procurar a cultura do espírito e a prática das virtudes”.

Amo a vida, mas não a conheço como devia.
Procuro por algo forte e mando para saciar meu Ego.
Quero retirar as vestes do meu corpo e atravessar os horizontes, me sentir livre e desabrochada com a flor que nasce nos campos.
Quero meus amigos fortes, sustentados por fibras de amor...
Quero sentir e receber amor verdadeiro...
Quero a PAZ!

Amália Klopper (MEG)



MEG KLOPPER
Enviado por MEG KLOPPER em 15/11/2005
Reeditado em 18/01/2006
Código do texto: T71918

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MEG KLOPPER
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