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Morte da Maldição

Aquela que um dia me matou
E que jamais, novamente  me matará,
Hoje, com sua foice ainda suja
Se juntou aos seus vermes amigos...
Apenas um caixão ao centro da sala,
Onde, entre gritos e lágrimas,
Repousa uma alma bela.
Teus tortuosos olhos,
Que um dia me assassinaram,
Mostraram o fim a todos que os perseguiam.
Maldita seja, bela jovem cadáver,
Teus traços que, de tão perfeitos,
Tornaram-se tuas maiores ameaças.
Eu te condeno, mórbida princesa,
Mesmo que em meio ao teu velório,
Diante do teu gélido corpo.
Ainda sinto falta de ti,
E ainda que falecida,
Tem a capacidade de me fazer sofrer.
Teus lábios, teus doces lábios,
Que também um dia me fizeram conhecer o fim
Hoje se tornaram ignóbeis,
Alimento de vermes insaciáveis.
Mas em teu sepulcro,
Minha apaixonante criatura amaldiçoada,
Irei depositar todo o meu amor,
Que um dia foi meu túmulo,
E que ainda hoje me doi.
Sobre teu epitáfio, os versos apaixonados
De um coração ferido,
Maltratado pelo teu veneno, maldita!
Que teu descanço seja quebrado
Pelo mesmo atormento que um dia me fizestes.
Não por tua culpa, mas por minha,
Que nunca te resisti, e mesmo hoje,
Sobre o teu caixão ainda aberto,
Beijo-te teus gélidos lábios,
Causa de minha morte eterna.
Died Prophet
Enviado por Died Prophet em 20/11/2005
Código do texto: T73811
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Sobre o autor
Died Prophet
Anápolis - Goiás - Brasil, 30 anos
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Died Prophet