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Prisão da alma

As pálpebras pesam,
Ao canto de meus olhos, uma lágrima desce
Mostrando ao mundo todo o meu ódio.
Aquele amor, que um dia eu não tive,
Hoje é a minha prisão.
Que me cerca com seus alicerces frágeis
E promessas eternas.
Tentara eu um dia, tranceder tuas paredes
Mas elas sangram... E sagram...
Me fazendo então, aceitar a minha morte,
Me fazendo crer que não tenho vida.
Mas meus sonhos - vivos - gritam por mim,
Estendem-me as mãos, de onde estão,
Chamando-me de volta a vida.
Infelizmente eu não posso aceitar,
Para sair de minha prisão paradisíaca,
Eu teria que matar sua guardiã.
Minha vida contra a dela.
Minha carne morte, contra a tua viva.
Não tive escolha!
Mesmo as melhores guardiãs um dia adormecem,
Deixando vazar de seus sonhos,
Certezas que sempre existiram.
Exatamente nestes sonhos,
Que me libertarei de teus laços,
Buscando aquela que um dia me buscou.
Talvez seja tarde demais
Para ser aceito pelos braços que abandonei.
Enquanto me restar uma gota de sangue,
Enquanto me restar um ultimo suspiro,
Eu procurarei. E a encontrarei...
Dentro da mesma prisão que um dia fugi,
E que jamais será capaz de abandonar.
Eu então sentarei novamente junto ao vale da morte
E sozinho, como sempre fui,
Morrerei dia após dia,
Me lembrando das mãos que um dia me chamaram para a vida
E eu não pude aceitar.
As pálpebras então, pesam,
Ao canto de meus olhos, uma lágrima desce
Mostrando ao mundo todo o meu ódio.
Died Prophet
Enviado por Died Prophet em 20/11/2005
Código do texto: T73814
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Sobre o autor
Died Prophet
Anápolis - Goiás - Brasil, 30 anos
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