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O ANDARILHO PIEDOSO

O velho ainda caminha às cegas, de fato.
Sente o vento cortar-lhe a face enrrugada.
As mãos calejadas, perderam o tato,
Os pés feridos doem, como a alma magoada...

O andarilho idolatra um copo d'água.
Está sedento, pálido e fadigado.
Sabe que não passa de uma fábula,
De um sonho de um poeta desvairado.

É apenas um personagem, nada mais...
Por isso, eis que jaz. Sonho acabado,
Silenciam-lhe todos os ais.

Porém, antes pensa o pobre: _ Se agora estou assim,
Imagino o poeta que me sonhou. Coitado!...
Ai de mim, poeta... ai de ti!
RÚBIA BOURGUIGNON
Enviado por RÚBIA BOURGUIGNON em 21/11/2005
Código do texto: T74325
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
RÚBIA BOURGUIGNON
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
193 textos (20242 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 07:22)