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O PROTESTO DO MESTRE - I

" À quem interessar possa, esse poema é a primeira parte de uma sequência de três. Onde toda uma história, não estória, é revelada entre linhas, por metáforas, como numa parábola"



O PROTESTO DO MESTRE - I


Teima a caneta sobre as linhas,
vacila, ansiosa, entre as rimas,
Que tentam explodir no ar.
Mas essa lava contida
Ferve abundante, e agoniza
Na solidão, a pulsar!

Teima o ser em continuar sonhando,
Acreditando que é amado e que ama,
Com o mesmo calor do passado.
Mas o mestre, esse coração ferido,
já não dita mais as rimas e, amargo,
Emudece em sua própria dor!

Esta, então, se fez amiga
E, piedosa, age mansa,
Como tentando poupar...
Mas o bom mestre, coitado,
Sofre em silêncio, arrasado,
Se recusando a " mestrar"...

Talvez, se calando, o bom mestre,
Tente protestar; mas padece,
Na profunda solidão de seu ser.
Tranca, em si mesmo, as relíquias.
Que sejam tão frias as rimas,
Que nem valham a pena se ler!



Rúbia Bourguignon
RÚBIA BOURGUIGNON
Enviado por RÚBIA BOURGUIGNON em 14/12/2005
Reeditado em 20/12/2005
Código do texto: T85800
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
RÚBIA BOURGUIGNON
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 55 anos
193 textos (20241 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 08:46)