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Ida para o sertão

Novamente estou revoltado e transtornado com muita gente
Decidido a mudar de lar e não mais voltar, fui enfurecido.
Acordei com espírito definido e já te mostrarei
Vago por um hospício onde o genocídio mora ao lado

Humanos comem e escondem as sobras debaixo dos panos
Não existe quem me explique essa desorganização
Adoram o dinheiro vivem no desespero e a fé eles forjam
Ignoram o respeito e o direto que nos contornam

Logo irei para sertão onde o chão pega fogo
Cor avermelhada igual à brasa em seu furor
Munido de certeza, sei que com a seca e a pobreza serei mais vivo.
Farei parte dessa arte que é viver no sertão

Moringa com água é uma graça em meio à caatinga
Todos imploram e aos prantos choram por uma gota
Apenas uma gota junto com borra deixaria as coisas amenas
Parece que a natureza com sua beleza desse lugar esquece

Insisto em pedir a Deus lá nos céus que mande pelo menos um chuvisco
Serás recompensado e adorado por mim e pelos demais
Nosso sertão que é tão bão precisa de um socorro
Sem me importar espero o dia em que o sertão virará mar
Michel Leal
Enviado por Michel Leal em 24/04/2006
Reeditado em 19/02/2016
Código do texto: T144364
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Michel Leal
Salvador - Bahia - Brasil
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Michel Leal