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ELEGIA DO ADEUS


Elen de Moraes

Adeus, meu amor, adeus!
Aqui me deixas tão triste,
Desiludida e tão só...
Por que foste embora assim,
Sem desatares o nó
Que se fechou dentro de mim?
Sei que nada é para sempre,
No entanto, por que é que a gente
Não se acostuma às partidas?
A tantas vindas e idas?
A implacáveis despedidas?

Ah... Não sei mais o que fazer
Pra tocar a vida em frente,
Pra te arrancar do meu peito,
Pois meu corpo ainda tão rente
Do teu corpo, no meu leito,
Rumina a fantasia
De ser teu, mais uma vez...
Encho minhas noites vazias
Com nosso amor tão perfeito...
Dispo minha timidez,
Visto-me com tua ausência
E satisfaço a carência...

Digo do adeus que dissemos:
Por amor, a maior dor
Que por alguém já sofri.
Não há mágoa, indiferença,
Nem tampouco raiva em mim,
Somente esse grande amor
Não esgotado até o fim.
Agora esse sofrimento
Transforma-se no epicentro
Da minha maior agonia:
Amar-te, em sonhos, nas noites...
Perder-me dia após dia...

Publicado na Antologia Terra Lusíada
Borboletapoeta
Enviado por Borboletapoeta em 26/10/2007
Código do texto: T711472

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Sobre a autora
Borboletapoeta
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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