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Saudades, meu amigo Fernando Sabino , esse módico exercício é dedicado a você!


Sutíl...

 Eis que desnudo meus pudores, e na minha crença sou absoluta.Galhofando a penas , eu e os podres mudos, à melódica filha da  mundiça! Ouvindo o que dizem um amontoado de pessoas. Psssiiiiuuuu Oh,Nega linda, são ruminadores... Fantasiam em paródias não das boas, ah! Eu não etiqueto nos corredores,as vejo assim, essa gente escamoteando, sim "ESSA GENTE " que andeja camuflando. Eu não falo meu branco, ou amarelo lindo...Meu índio! Meu ruivo diz no ninho! Meu Nego pro meu branco, é carinho! Será que nas favelas é nego lindo? Atolo na merda gentinha assim! Preconceituossos, e vem a Fifa com copa do mundo, transmitindo via satélite, a pseudo-igualdade entre os povos. Só no abraçar milhões e milhões de dólares, das estrelas aplicados na SUÍÇA. Dos contratos milionários, para as transmissões na cizânia, engodo pro povo ! Engordando a bolada não a bola. Neguem essa firula, linda pra mim? Vá enganar cascalho, plantar cebola no asfalto é tudo pasquim...Relembrar  os açoites  isso é chinfrim! Na noite o pelourinho é sordícia, nas bocas de carmesim. Nega linda! Sendo explorada por tupiniquins. Pátria amada brasílis, que merda é essa? Deambulando na mente, escorrendo da boca de dentes implantados, de ouro a coroa. De carros importados pago pelo povo é um lodaçal, no pântano do castelo de Grescow. Rasgando a casaca sugando Esqueleto do povo e da raça, que raça é essa chefia, que Mandíbula tem medo? Preto, que mata o irmão! Já estou sem roupa, clareando a pele, na auto-afirmação! Há, pesadelo, quem mandou ser poeta? Que sente a chibata no purão do negreiro, que come bolo de feijão preto e farinha com as mãos, como no cativeiro, essa é alocução! Nossa alma não tem sexo nossa pele que bronzeou, poderíamos ser retintos e honrar a nossa cor e os tipos sanguíneos, dos sanguinários do mesmo fator. Vou voltar pra Tanzânia, habitar em Zanzibar vou falar SWAHILI, fazer trança embutida acampada Ngorongoro, dançando meus ritos. Pois aqui não temos identidade, nossa cor é parda, e olho o tal papel de embrulho e não vejo semelhança. Invenções das esquinas, de butecos imundos e de becos fétidos Vagando mundo. Vivem assim a propalar essa merda toda, essas drogas de dentes postiços, que usam coréga. Colando sorriso, na gengiva murcha, na falseta de serem melhores em seus intelectos, e tudo disse! Nos balcões das farmácias pelas madrugadas, a buscar sorine, desentupindo as narinas... Então que se foda essa gente, vou caminhado e cantando, fazendo a minha parte,  semeando versos, no solo que brotou os girassóis murchos que pintou Van Gogh. Nêga sim Senhor! Ouvindo Beethoven,em uma quinta qualquer, pensando na sexta dum tudo igual. Ouvindo Billie Holiday a lembrar Fernando Sabino, afogando minha saudade, num doze anos cawboy, tirando carrapatos dos cachorros e lustrando meu Ford Galaxie ah, meu Landau . Levando pro lixo essa gentinha, como a merda dos cães que retiro do quintal , na normose. Valha-me Freud, vou metamorfoseada do ser desigual. Na sutileza dum sorriso puro honrando os meus, espalhando a certeza que sou eu o meu mundo. PSSIIIUU, Nega Linda, dobrem a língua seus escroques!

“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
11/7/2006


Deth Haak
Enviado por Deth Haak em 11/07/2006
Reeditado em 15/08/2006
Código do texto: T191815
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Sobre a autora
Deth Haak
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 57 anos
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Deth Haak