Noturna


Esconde-se nas sombras
Já nasceu na sombra pura.
Em mente e gentos taciturnas
Passa despercebida
a sentinela noturna.

Vigia os parentes da florestas
E o poucos do que lhe resta. Migalhas de magia
Retiradas aos poucos por culpa de um outro que foi para a sombra errada.
Não escolheu a sombra por sua beleza silenciosa
Apenas por egoísmo, por não gostar de sol e rosa
E não respeitando assim, a ordem que lhe foi imposta
Foi trancafiado na sombra mais densa. E se pergunta agora: o que importa?

Importante é concentrar-se e ver além do além.
Talvez assim seja percebida a que se esconde e vigia - assim seja. Quem?
A sentinela azul-cinzenta do mundo colorido e cabelos de prata.
Seja aberração ou nova raça, seus olhos estão atentos.
A mira está fixada no coração maligno, na sombra errada. A sombra que desequilibra, a que não deve ser amada.
Para e escondida, assim permanece, é ela.
Das sombras equilibradas, a Noturna, a sentinela.