APRISIONADO NA MINHA TENRA  IDADE

 

Tenho saudade oh meiga infância,/ Quantas lembranças e tantas nuances perdidas ao relento,/ O sol se pondo passarinhos gorjeando/ Graciosos voando ao vento indo e vindo/ Aos bandos a buscar seus ninhos/ Disputando nas alturas com as plumas brancas rolando ao léu/Que desenhavam figuras no alto do céu/ E dos volumosos cirros a chuva fina quinem neblina/ No telhado caindo como canção de ninar / Hipnotizado por ela eu adormecia ouvido/ Eu menino sem nada a pensar punha-me a sonhar/ Fazendo dela minha fada madrinha/ Quanta saudade das tardes na infância / Trazendo-me lembranças de tamanha beleza/Um espetáculo a parte desenhado com arte pela mãe natureza.

O sol já de repouso no além do horizonte /No resplendor boreal a mais bela visagem./No luz cafusco do crepúsculo sobre a linda paisagem./Com as serras e montes alongando silhuetas / E nas asas da brisa singrando distantes  os vaga-lumes e as borboletas / Levando Juntos o perfume das flores/ E do bocejo da noite com seu hálito morno diversos odores/ Saudade eu tenho do amanhecer ameno/ Da madrugada compartilhada com o sereno mansinho / Com toda ternura magia e carinho de seu beijo molhado/ Orvalhando as matas campinas e prados./ Saudade de outrora no meu labor diário/No advento ao nascer ate ao por do sol / Ao surgir a aurora bois no engenho andando circulo/Saudade tenho desse itinerário por ilimitadas horas/ Saudade também do esbagaçar da cana/ Triturada por as moendas jorrando o precioso liquido / No seu giro constante para mutação na singular cultura/ Ao crepitar o fogo para a apuração/ Metamorfose pura doce...Doce transformação/ Da garapa ao melado em fim à rapadura .

Tenho imensa saudade dos meus dias idos,/ Donde a minha tenra idade chegou ao fim passando assim /para adolescente quanta ilusão apoderou de mim/Um sobrevivente cujos sonhos foram destruídos/ tantos amanheceres tantos sol poente no meu mundo risonho/ Por uma ingênua vaidade numa doentia paixão/ Esvaíram–se de vez tudo que sonhei restou-me timidez e saudade./Tudo é lembrança Sonhos perdidos tudo é passado/ Nada é esquecido a vida passa, mas o tempo fica/ Outros virão com os mesmos desejos num roteiro ativo/ Novas ilusões novas esperanças milhares de anseios / Uma nova historia no mesmo crivo / Na realidade sô o tempo fica e permanece vivo como dono absoluto da verdade...!

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Interação do amigo goiano poeta Ramon Machado++++++++++++

 

Fui matar a sadade que a muito tempo eu deixei!

Hoje sinto saudade é  da sauudade que eu matei!

 

 GRATO AMIGO RONAN

 

 

Obs:( ilustrados com imagem do Google)

 

Geraldinho do Engenho
Enviado por Geraldinho do Engenho em 04/02/2023
Reeditado em 28/02/2023
Código do texto: T7711134
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2023. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.