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ÂNSIA

Minha poesia é fugaz e inútil
maresia, raiz de ventania
que tenta dominar as tantas nuances
e climas de meus olhos indecisos.

Vagueia, displicente, por discursos
que se perdem em métricas e rimas
discutíveis, se veste de incontáveis
reflexos, de ângulos e faces múltiplas.

Desenha correntezas entre os dedos,
flui, na languidez mágica de um beijo,
e se esvai, sem destino, pelos poros.

É mensageira de tormentas, frágil
despojo da batalha em que me venço
- É ânsia incontida de ser Tudo! 

(Direitos reservados ao autor. Parte da coletânea "Alguns sonetos que fiz por aí ...", disponível em e-book.)


William Mendonça
Enviado por William Mendonça em 12/10/2006
Código do texto: T262894
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
William Mendonça
Tanguá - Rio de Janeiro - Brasil, 47 anos
279 textos (55646 leituras)
16 áudios (7515 audições)
11 e-livros (33261 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 14:32)
William Mendonça

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