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AOS ABUTRES 

Devo o preço de sempre aos abutres
- porque assim reconheço amplas fraquezas.
Se eles dominam, ávidos, o vento,
tenho a dor de quem voa com limites. 

Mas os abutres, sei, não são eternos
- nem sequer aves nobres ou sagradas.
São seres que destróem as esperanças
e não se afastam nunca do que invejam ... 

Pouco de mim é bom o suficiente
para ser poeta, pouco vale à pena
- pouco de mim merece a luz que vejo. 

Mas os abutres, sei, não são perfeitos,
nutrem-se dos infernos cancerosos
- tiranos frágeis, prestes a cair ...

(Direitos reservados ao autor. Parte da coletânea "Alguns sonetos que fiz por aí ...", disponível em e-book.)
William Mendonça
Enviado por William Mendonça em 15/10/2006
Código do texto: T264960
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
William Mendonça
Tanguá - Rio de Janeiro - Brasil, 47 anos
279 textos (55603 leituras)
16 áudios (7513 audições)
11 e-livros (33250 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 10:58)
William Mendonça

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