DO DESTINO

Desfaz o meu destino, descortina
o desatino de viver sem medo,
porque sou um turbilhão, vago segredo
escondido numa alma cristalina.
 
Desfaz o meu caminho e predestina
a volta ao ponto de partida - cedo
demais para que eu morra no degredo,
tarde demais para mudar-me a sina.
 
É só o poema que vivo, e feito poeta
já conheço estes versos maltratados,
que só dizem de mim, e quase nada ...
 
Então vem, desfaz tudo o que me completa,
nos pedaços que deixo abandonados,

porque não tenho rumo - só a estrada ...

 

Parte da coletânea
14 Versos

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