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SONETO  AO  POETA  MORTO

 

 

Pouco importa seja excêntrico ou louco,

Ou se a sua vida trouxe expectativa...

Mas pelo que veio, nunca seria pouco

O resultado da retrospectiva.

 

Poeta que não mais produz, não acrescenta

E é por esse fato, (da obra estancada,)

Da poesia transcrita, de luz ou doente,

Da roupa a rigor, letras alinhavadas.

 

Dá-se o interesse: o sagaz detetive,

Ousado e inclemente, assalta as gavetas

Em busca da história, de um fato incrível...

 

Porém, o poeta, que agora não veta

A bisbilhotice banal e horrível,

Faz parte da escrita da arte completa.

José Carlos De Gonzalez
Enviado por José Carlos De Gonzalez em 06/11/2007
Reeditado em 06/11/2007
Código do texto: T726283
Classificação de conteúdo: seguro

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SONETO AO POETA MORTO - José Carlos De Gonzalez
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Sobre o autor
José Carlos De Gonzalez
Itu - São Paulo - Brasil, 66 anos
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José Carlos De Gonzalez