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TROVAS - Às minhas amizades do "Recanto"-2

Ao ver teu rosto bonito
Sinto o melhor dos desejos:
Levar-te ao cais do infinito
Na torrente de meus beijos.

Ninguém consegue, sem risco,
Iludir seu próprio irmão.
O que colhe no confisco
Não carrega no caixão.

Sofrer não é trabalhar
De sol a sol pelo pão...
Sofrer é não encontrar
A paz, o amor, o perdão!

De teu corpo sedutor
Onde a carícia reluz,
Respinga o orvalho do amor
Numa cascata de luz.

Em teu olhar li bondade,
Amor, carinho, prazer!
Porém... quanta ingenuidade,
Pois ainda não sei ler!

Reparte o pouco que tens
Com pobres vivendo ao léu;
Às vezes alguns vinténs
Mostram os rumos do Céu!

Para quem muito possui
Fácil é estender a mão;
Nada tendo, não recues
Dá o próprio coração!


Lucan
Enviado por Lucan em 13/07/2006
Reeditado em 24/11/2006
Código do texto: T193277
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Sobre o autor
Lucan
Salesópolis - São Paulo - Brasil, 85 anos
1985 textos (86940 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 10:53)
Lucan