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Dom Quixote contra o Moinho de Vento


"— Bem se vê — respondeu D. Quixote — que não andas
corrente nisto das aventuras; são gigantes, são; e, se tens medo,
tira-te daí, e põe-te em oração enquanto eu vou entrar com eles
em fera e desigual batalha."

Capítulo VIII, Dom Quixote de la Mancha de Miguel De Cervantes



A esperança já se cansou de esperar
O nobre sentimento entra em litígio com os dias
Estes vão esmagando, triturando
o que vier pela frente,
como um rolo compressor,
no qual vai esfarelando
o que atravessa no caminho;
não veem sentimentos e dor.
Um dia ainda é pequeno e curto,
porém seu compilado enrolado
com o tempo e o tédio
se tornam em um monstro de tentáculos;
sendo eu um Dom Quixote lutando
com o assombroso Moinho de Vento.
Busco dalém monstros, que a gente cria,
o meu esperado e precioso milagre.
Pego nas mãos do meu bom Senhor Jesus;
e o meu milagre de longe já o saúdo.
Sabendo que, com a certeza e a convicção
das coisas que não vejo,
que o mais tardar, receberei...
a minha esperada bênção.



 
Nota: Leia também nesta ordem para entender:

-Metáforas


-Dom Quixote contra o Moinho de Vento

-Cão-Cérbero
JESE FERREIRA poesias
Enviado por JESE FERREIRA poesias em 18/09/2019
Reeditado em 17/10/2019
Código do texto: T6747762
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JESE FERREIRA poesias
Bebedouro - São Paulo - Brasil, 38 anos
164 textos (6074 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/19 16:21)
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