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Cão-Cérbero


As metáforas continuam
As ideias ainda me perturbam
Junto com o temível Moinho de Vento
que eu mesmo criei e o fomento
(...ou alimento?).
Entretanto,
há mais um monstro no pensamento.
Agora um inimigo metafísico tricéfalo
que combato desde menino tenro,
que mora nos meus terrores internos.
Uma tríade maldita,
vindo da larga solfatara do inferno:
MEDO ,  ANSIEDADE ,  INSEGURANÇA
Que sufoca e mata a nossa fé.
A minha fé
Ela fica enclausurada com essa fera
nos calabouços de minhas mazelas.

Maldito cão!
Que ainda não consigo domá-lo.

Maldita inconstância!
Que ainda não consigo encantá-la.

Maldito guarda sentinela!
Que não deixa a coragem aflorar.

Tenho uma potente espada

Eu que não estou sabendo usá-la
E tampouco bem manejá-la.

Tenho uma armadura celestial
E teimo usar os meus trapos.

Tenho um escudo mais duro do mundo
E teimo com os meus braços.

Tenho agora o Deus Todo Poderoso ao meu lado
E insisto ir para guerra sozinho.


Orgulhoso e arrogante!

Se continuamente trouxesse Deus comigo

Há muito está besta já teria caíd
o.




 

Nota: Leia também nesta ordem para entender:

-Metáforas

-Dom Quixote contra o Moinho de Vento

-Cão-Cérbero
JESE FERREIRA poesias
Enviado por JESE FERREIRA poesias em 18/09/2019
Reeditado em 17/10/2019
Código do texto: T6747763
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JESE FERREIRA poesias
Bebedouro - São Paulo - Brasil, 38 anos
164 textos (6094 leituras)
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